A Brasil Paralelo e o Espírito do Filosofar

  • Rodolfo Melo
  • 29 dez 2021

Bem, acredito que não é necessário explicarmos ao leitor o que é a Brasil Paralelo. Seja o leitor aquele que entra em contato, pela primeira vez, com a vida de estudos, seja aquele que descobriu há pouco tempo o seu campo de pesquisa, ou mesmo aquele que já está em um estágio mais avançado de suas pesquisas intelectuais-culturais, estamos certos de que – em algum momento de sua vida – todos estes leitores já viram, ou ouviram, a Brasil Paralelo. Assim, passemos então ao motivo deste artigo. Como apontamos em nosso itinerário, este Jornal sempre tratará das demandas da sociedade, mas sempre criando uma nova perspectiva cultural, uma maior compreensão da cultura.

Portanto, este artigo: I- não falará apenas da empresa Brasil Paralelo, mas sim da iniciativa Cultural Brasil Paralelo; II- abordaremos a questão sob uma temática Filosófica; III- o objetivo desta abordagem é mostrar ao cidadão que uma vida de estudos não é uma fantasia, algo distante da vida cotidiana, mas pelo contrário: a cultura está na sociedade, e pode ser um meio de sustento, de emprego, chegando a ser fundamento da prática cotidiana, e vice-versa.

Pois bem, passemos agora a um breve relato do que foi a Brasil Paralelo em minha trajetória intelectual. Posso dizer, sem medo de errar, que foi graças a Brasil Paralelo que pude levar uma vida intelectual. Explique-se: em 2016, ano de inauguração da Brasil Paralelo, eu estava no 4° período de Direito. Era o ano em que se consolidava o Impeachment da ex-presidente Dilma, e seu vice, Michel Temer, assumia o cargo. Dentro da faculdade, como o leitor já deve imaginar, professores e colegas faziam parte daquela militância que chamava o impeachment de “golpe”. Eu nunca havia preocupado-me muito com estudos, e não tinha os instrumentos culturais para que a minha voz fosse ouvida – salvo os jurídicos, que sempre foram irrelevantes para a militância.

Foi assim que, em certo dia, ouvi falar de um “Congresso Brasil Paralelo”. Era um documentário, com 6 episódios, que falava desde o panorama do Estado brasileiro, até, olha só, o Impeachment da ex-presidente Dilma. Mas, foi no segundo episódio que eu encontrei aquele que mudaria minha vida para sempre, a saber: o Professor Olavo de Carvalho. Foi naquele ano de 2016 que eu conheci o meu mestre intelectual – frise-se: eu não o conhecia  antes da Brasil Paralelo. Mas a partir dali, inscrevi-me no COF, nos cursos avulsos, estudei sua Filosofia, seus cursos antigos – “Astrocaracterologia”, “História essencial da Filosofia”, e o curso em Curitiba de 2002 – , e decidi que queria seguir uma vida intelectual – fundando este Jornal Cultural, inspirado no próprio Professor Olavo.

E porque deste artigo? Bem, no dia 27/Setembro/2021, a Brasil Paralelo anunciava uma reviravolta na empresa: era o lançamento de uma nova Brasil Paralelo. No vídeo, o Felipe conta um pouco da história da empresa, e, segundo ele: “… A nossa primeira missão era reunir as pessoas que estavam pautando aquele debate (jornalistas, professores, cientistas políticos, historiadores, filósofos…)… Nosso objetivo era tentar entrevistá-los, reunir isso numa história, num documentário, só que, claro, a gente era 5 pessoas, 5 amigos, não tinha nenhum investimento. Tínhamos uma salinha de uns 8 metros quadrados, e aí a gente conseguiu uma câmera emprestada, pegou um cheque emprestado de um amigo para conseguir uma outra câmera, e saímos nessa jornada – conseguindo também um dinheiro emprestado a juros para fazer as primeiras viagens. As pessoas foram nos cedendo entrevistas, e a gente fez o nosso primeiro lançamento… Em algum tempo o documentário foi assistido por algumas milhares de pessoas… Inclusive deu origem a nosso slogan, que segue o mesmo até hoje, que é: onde há vontade há um caminho…” [1] https://www.youtube.com/watch?v=8P7sXXzUmKo&ab_channel=BrasilParalelo

Ora, quando eu escutava essa fala foi difícil não me arrepiar – logo eu, que havia largado uma faculdade de Direito para me dedicar seriamente a uma vida intelectual, ouvir que 5 jovens passaram por algo parecido, endividaram-se, viram suas contas no vermelho, e ao invés de buscar um concurso público, uma carreira política, ou um Business de sucesso, continuaram com a visão de que a Cultura é o caminho. O Professor Olavo, em seu curso “Princípios e Métodos da Auto-Educação” – que não trabalharemos aqui, para que não se prolongue por demais este texto – , nos diz que: “… Não há a mínima tentativa de responder a questão dentro da escala da humanidade em geral, o que que significa ser brasileiro nesse momento, o que que é a vida humana no Brasil no momento em que estamos vivendo, e como medi-la dentro da escala de valores universais“.

A Brasil Paralelo foi a primeira empresa que se dedicou a mudar isso. Enquanto tudo no Brasil puxa-nos para a vida estável a vida de conforto, a vida pequeno-burguesa – do cargo público, da visão de que a vida real é a vida de boletos, e a vida de estudos, quando não serve para admissão em cargo público, é apenas fantasia, irrealidade, imaturidade – , a Brasil Paralelo viu que havia espaço, e oportunidade, na Cultura, nos estudos, para conseguir ganhar dinheiro, sustento, formar uma empresa, investir, arriscar, e educar a si mesmo e a milhares de jovens.

Partindo de uma visão Filosófica, gostaria de mostrar o quão grandioso foi essa iniciativa, e o quanto esses 5 jovens têm a nos ensinar. O Filósofo Oswald Spengler, em seu livro “A decadência do Ocidente”, faz uma distinção entre Cultura e Civilização. Sobre esta última, ele nos diz: “Alcançado o destino, realizada a ideia, a totalidade das múltiplas possibilidades intrínsecas, com a sua projeção para fora, fossiliza repentinamente a cultura. Definha-se. Seu sangue coagula. Seu vigor diminui. Ela se transforma em civilização“. [2]  Spengler, 1973, p.96-97

Esse é justamente o cenário do meio brasileiro. Tudo tende a matar o espírito; em todos os momentos sofremos um puxão violento; a cada passo sentimo-nos tragados pelo chão; somos, a todo momento, arrastados numa corrente violenta, uníssona, esmagadora, que cerceia a ideia, a possibilidade, o espírito, fossilizando-o e coagulando-o. Parece-nos que não há saída, não há caminho. Tudo no Brasil mata a inovação do espírito, da descoberta intelectual.

Vivemos no país onde o estudo é tão somente um meio de ascensão social ou financeira. Nada, no Brasil, nos incentiva a conversar com os grandes nomes da nossa cultura, a fazer deles os nossos mais fiéis amigos – ao ler o que eles tinham a nos dizer. Nada permite que o espírito se embriague de ideias, de conversas com aqueles que teriam tanto a dizer, para aqueles que vivem esta situação, neste momento.

Este é o cenário em que a Brasil Paralelo teve de partir, pois, assim continua o Spengler: “Uma cultura nasce no momento em que um grande alma despertar do seu estado primitivo e se surpreender do eterno infantilismo humano… Floresce então no solo, ao qual se apega, qual planta… A sua existência viva é uma luta íntima, profunda, passional, com o objetivo de afirmar a ideia contra as forças do caos, no exterior, e contra o inconsciente no interior… Não somente o artista luta contra a resistência da matéria e o aniquilamento da idéia“. [3] Ibidem  

Ao despertar desse estado fossilizado, inconsciente, a Brasil Paralelo criou uma Cultura. Esse seu despertar, do estado primitivo, é ainda mais admirável na medida em que: a matéria, que aniquila a ideia, em nosso caso, é uma nação inteira, uma civilização, que tenta aniquilar, e mortificar, a existência do espírito, da alma, mecanizando-nos.

A Brasil Paralelo, para resistir a essa “força do caos”, do “exterior”, precisou de uma consciência, do espírito, pois como nos lembra Farias Brito: “… Nasce isto em minha consciência como uma necessidade de caráter puramente subjetivo, como um impulso interior que encontra sem dúvida nas circunstâncias exteriores tenaz resistência, mas nunca se deixa por elas totalmente anular… É o que experimento no fundo de mim mesmo, quando me observo mais atentamente… embora seja certo que tudo na vida tende a esmagar, desde suas primeiras manifestações, a aspiração do conhecimento: a pressão do meio, as dificuldades da ordem social e as inclinações naturais de nosso próprio organismo“. [4] https://textosdefilosofiabrasileira.blogspot.com/2014/11/ensaio-sobre-o-conhecimento.html  

E que outra força poderia nos dar os meios de vencer essa pressão mortífera do meio, senão o conhecimento? “E para vencer a influência desastrosa de todo esse conjunto de fatos, seria naturalmente necessária uma energia quase sobre-humana. Não é, pois, de estranhar que a maior parte dos que aspiram, ou poderiam aspirar ao conhecimento, sucumbam. Contudo é certo que essa aspiração resistiu em mim a todas as dificuldades“. [5] Ibidem

Ora, o homem não é mecanizado; somos espírito (Nous), sujeitos. Não somos determinados pela situação em que estamos, mas damos a situação aquilo que queremos, que escolhemos. O fato não nos determina, mas antes somos nós que trazemos a nós mesmos ao fato; conhecemo-os, vemos, e ao ver, dou a mim mesmo ao fato, desde mim mesmo. Desde si mesmo, a partir de si mesmo, o homem acha-se na unidade do fato, entendendo o fato e a seu próprio eu. É este o poder do espírito: tornar o fato perceptível à inteligência, sensível à materialidade do sentir e do olhar.

Continua o Farias: “ Pelo que observo em meu próprio pensamento, quando me esforço por descobrir a verdade, sob qualquer de seus múltiplos e variados aspectos, sou forçado a reconhecer que nenhum socorro me vem de fora… Nenhum clarão se acende no alto, nenhuma luz se manifesta exteriormente para guiar-me na escuridão que me cerca. É por isto talvez que apenas proponho questões e nada resolvo, guiado unicamente pela luz sempre vacilante e incerta da razão. Um esforço, um esforço doloroso e triste — eis em verdade o que tem sido em mim trabalho do espírito“. [6] Ibidem

Estou diante de um computador, que está aberto num documento em branco. Nada me vem de fora. O documento em branco não mostra aquilo que quero escrever, não me dá as ordens certas das palavras, ou muito menos o significado delas. Como posso escrever este texto? É o meu espírito, o meu eu, que trás para si o não-eu. Ao entrar em contato com um fato exterior, eu observo-o. O computador é um fato unitário, porque é uma unidade, um ente. Porém, a sua unidade é captada por mim em alguns aspectos, que se misturam com vários e vários outros fatos, dos quais vivenciei e conheci. É o meu espírito que faz com que o fato, o texto, esteja presente, no momento em que torno o seu significado presente a mim mesmo, ou seja: eu, como espírito, dou-me ao fato, criando um novo significado ao fato. Quando meu espírito abarca o fato, desde mim mesmo, posso inteligir e tornar-me presente ao fato.

Quando a Brasil Paralelo cria um documentário, ela procede de maneira parecida, pois é a razão, o espírito, que se esforça para fazer com que roteiro, câmera, produção, edição, criação de conteúdo, adquiram o florescimento necessário para vencer a pressão caótica, esmagadora do meio. E esse esforço, esse florescimento “conquanto já bem longo seja o caminho percorrido, o certo é que ainda não fui, quanto à posse da verdade, além do ponto de partida… E comecei interrogando e é interrogando que termino…Interrogo, interrogo sempre“.

Ora, digamos que eu esteja neste momento assistindo o documentário da Brasil Paralelo. Capto um aspecto do filme, um movimento, uma cena, um personagem, um assunto, e ao captá-lo, dou a mim mesmo a este aspecto, unificando-o em mim mesmo, fazendo-o presente em um significado, uma ideia. Posso dizer que inteligi todo o filme, em toda a sua unidade? Cada aspecto sensível, visível, do filme, ao ser levado a minha presença, faz com que eu lhe dê uma unidade, uma espécie de “eu”, porque faz parte de mim mesmo. Essa unidade faz com que eu entenda a minha presença, conheça.

Ao conhecer eu re-conheço, vejo novamente. Preciso, pois interrogar. Ao interrogar, ao re-conhecer, conheço de novo, pois vejo a presença do fato como parte de mim, como “eu”, e vejo-me presente – sujeito que dá ao fato este “eu”, este significado. Todo conhecimento, ao conhecer sempre procede com este dúplice vetor [7] Como diria Mário Ferreira dos Santos . Assim, ao conhecer uma verdade, o homem é levado a mais inúmeras verdades, sem jamais conseguir atingir a totalidade delas.

Podemos dizer que a Brasil Paralelo conseguiu não só vencer essa civilização aniquiladora, mas também fazer Filosofia. Deixemos que o Farias nos explique: “… É que, com o desenvolvimento de nosso conhecimento, o que se consolida e desenvolve em nós, é unicamente a consciência de nossa ignorância… É nesta exploração [da natureza, neste esforço pelo conhecimento que consiste o trabalho essencial e a função própria] da filosofia… É o princípio mesmo gerador do conhecimento: é a inteligência em ação, explorando a natureza e produzindo a ciência; em uma palavra: é o próprio espírito humano em sua atividade permanente, indefinida“. 

O espírito humano, ao filosofar, define o fato. Não é a civilização, o meio, a pressão exterior, que nos define, mas é antes o homem que definindo o fato, o exterior, tornando-o parte de si, desde si mesmo, define-se – ao ver-se, reconhecer-se, e inteligir-se no fato. Ao filosofar, o homem exerce um dúplice vetor: unifica um significado ao fato, e dá um significado a si mesmo.

Pois bem, não foi isso que a Brasil Paralelo fez? Ela deu a “causalidade”, a “lei inorgânica”, um “destino”, uma “lei orgânica”. O Brasil, que outrora era casual, inorgânico, passou a ter destino, e entender o seu próprio destino. Sobre o destino o Spengler salienta: “…  É o termo usado para designar uma certeza íntima indescritível… A consciência íntima, certeira, de um destino é a base do conhecimento… O destino é o modo de ser típico dos protofenômenos [ seres vivos, indivisíveis, irreversíveis, singulares]“. Essa consciência íntima do destino opõe-se à causalidade: “…  Equivale ao conceito da lei… Pode ser definida como o destino petrificado nas formas do intelecto… A causalidade é o modo típico do ser das coisas, reina no mundo da Natureza“. 

Spengler ainda ressalta que o destino está relacionado ao tempo: “Com a palavra “tempo” evocamos sempre o “próprio”, que sentimos, com certeza íntima, como oposto do “estranho”, que ataca o indivíduo em meio as impressões causadas pelo mundo sensível, através delas, e em consequência delas… O “tempo” é uma descoberta que só fazemos pensando“. [8] Spengler, 1973, p.100

A Brasil Paralelo, libertando-se da matéria mortífera do meio, dessa pressão aniquiladora da civilização, pôde nos dar a consciência de um destino, de, como diria o Spengler, um “mundo próprio”, que está contido no “sentimento”, no “mundo interior”. Tomamos a consciência de um “Destino” brasileiro, um sentimento interior de um “Destino” nacional. A nação brasileira, a partir de então, não era mais um “mundo estranho”, levado por uma lei da causalidade, coisa inorgânica, petrificada; havia uma “alma” a realizar a “ideia” da própria “vida” brasileira, das “possibilidades”, da descoberta de nosso “Destino”, e de nosso “pensamento”.

A iniciativa da Brasil Paralelo é, pois, algo que vai muito além de mero empreendedorismo, ou coragem; é a atividade mesma do espírito, ao filosofar – ainda que eles mesmos não se considerem assim – , porque, como enfatiza o Farias: “A filosofia vem a ser o espírito mesmo, investigando o desconhecido; o espírito mesmo, indagando da verdadeira significação da realidade e esforçando-se por elaborar o conhecimento“. [9] Op.cit

 

 

References

References
1 https://www.youtube.com/watch?v=8P7sXXzUmKo&ab_channel=BrasilParalelo
2  Spengler, 1973, p.96-97
3, 5, 6 Ibidem
4 https://textosdefilosofiabrasileira.blogspot.com/2014/11/ensaio-sobre-o-conhecimento.html
7 Como diria Mário Ferreira dos Santos
8 Spengler, 1973, p.100
9 Op.cit
Rodolfo Melo

Rodolfo Melo nasceu em João Pessoa – PB; é Presidente e Editor Chefe do Jornal Cidadania Popular; aluno do COF desde 2016, tendo feito também o curso “PSICOLOGÍA DE LA TEMPLANZA”, com o Psicólogo Tomista Martin Echavarría.

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