Temperamentos e Personalidade: aproximações e distanciamentos com a abordagem genética – Parte I

  • William M. Torquato
  • 9 mar 2022

Levando em conta o impacto do estudo sobre os temperamentos para o desenvolvimento do conceito de personalidade, esta investigação tem por objetivo tentar dar um “novo” olhar sobre o estudo dos temperamentos – retomando conhecimentos antigos que, embora tenham sido esquecidos pela contemporaneidade, são fundamentais para a compreensão do tema. [1] MARSILI, 2018 Foi a Psicologia – através do psicólogo estadunidense Gordon Willard Allport (1897-1967) e sua teoria dos Traços da Personalidade – a responsável por reerguer a herança hipocrática, realocando o tema da personalidade dentro do escopo do estudo psicológico devidamente reconhecido. [2] SCHULTZ; SCHULTZ, 2018 Portanto, aqui serão analisadas as suas contribuições ao problema, as possíveis divergências com Marsili e outros autores, como também a compreensão do que seja a personalidade humana.

Esta investigação se deu mediante pesquisa bibliográfica, buscando reunir alguns aspectos históricos, sobre a origem conhecida do problema, até bibliografias mais atuais, comparando-as com a intenção de encontrar aproximações e distanciamentos. Diante do que foi enunciado, assumindo a relação entre temperamento e personalidade como norte da investigação, buscou-se 1) o aspecto simbólico do estudo dos temperamentos e a relação com o que os autores citados compreendem por personalidade; assim como 2) oferecer outro método de investigação sobre a ciência dos temperamentos sem reduzi-la ao aspecto materialista-cientificista, isto é, expandir o olhar sobre o objeto através do discurso simbólico.

A primeira parte do artigo contará com a explanação da origem clássica dos temperamentos através da teoria dos quatro humores do médico e filósofo grego Hipócrates (460-377 a.C.). Aqui, já será possível vislumbrar a influência filosófico-simbólica que embasava a teoria humoral – sua forte relação simbólica através do número quatro dentro do universo grego e dos filósofos como Empédocles (490-430 a.C.) e Pitágoras (570-495 a.C), sua relação com os quatro elementos naturais, as quatro estações, as quatro fases da vida e as quatro qualidades cosmológicas ou primordiais; por conseguinte, uma rápida explanação da influência de Hipócrates sobre Galeno de Pérgamo (130-210 d.C.) e como este ampliou os ensinamentos de seu antecessor. Por fim, e mais importante, a defesa da importância do discurso simbólico no estudo dos temperamentos – permitindo a compreensão de maneira mais ampla desse conhecimento milenar que, apesar de subestimado pelo homem moderno, e sofrido diversas tentativas de modificação aos moldes contemporâneos, continua vivo no imaginário das pessoas.

 

            A HERANÇA HIPOCRÁTICA – TEORIA HUMORAL


A ideia de algo que faz parte do homem, influenciando seu comportamento, mas que foge ao controle de escolha, tem sua origem na Grécia Antiga com Hipócrates – sob a influência de Empédocles de Acragas (490-430 a.C.) e os filósofos da escola Pitagórica em conjunto com o simbolismo do número quatro. Para estes pensadores, o número quatro detinha a representação da perfeição, da totalidade, da universalidade tão buscada pelos gregos, representando a concretude, a criação, o visível, em oposição ao número três que simboliza o espiritual, o transcendental, o abstrato. [3] REZENDE, 2009 Foi dentro desse imaginário coletivo que os Pitagóricos, e Empédocles, tentaram responder à pergunta que fervilhava as mentes dos filósofos pré-socráticos: Qual a origem do cosmo? Enquanto Tales de Mileto (624-546 a.C.) atribuiu essa origem à Água, Anaxímenes de Mileto (588-524 a.C.) ao Ar, Xenófanes de Cólofon (570-475 a.C.) à Terra e Heráclito de Éfeso (500-450 a.C.) ao Fogo, a resposta de Empédocles, e dos pensadores Pitagóricos, apesar de continuar no âmbito da physis (natureza), não se restringia mais a um único elemento fundante, mas a soma de todos os quatro elementos naturais: água, ar, terra e fogo.

Estes elementos eram a consequência da combinação das quatro qualidades cosmológicas ou primordiais, a saber: quente e frio, seco e úmido. Além dos elementos naturais, das qualidades primordiais e dos humores, o simbolismo do número quatro também se encontrava nas estações do ano e nas fases da vida – infância, juventude, maturidade e velhice [4] REBOLLO, 2006 –, provocando um encadeamento harmônico em diversos níveis, do cosmológico ao antropológico.[5] REZENDE, 2005 Hipócrates, considerado o pai da medicina até os dias de hoje, sob influência dessa teoria cosmológica e o simbolismo do número quatro, transpôs esse conhecimento para o nível humano através de sua arte: a medicina. Para ele, no entanto, não eram as heranças biológicas que regiam nosso comportamento e as nossas emoções, mas o equilíbrio ou desequilíbrio de substâncias existentes no organismo – fundamentais à manutenção da vida e da saúde, ao qual nomeou de humores (fluidos): sangue, fleuma, bile amarela e bile negra. [6] REZENDE, 2009  

O corpo do homem contém sangue, fleuma, bile amarela e bile negra – está é a natureza do corpo, através do qual adoece e tem saúde. Tem saúde, precisamente, quando estes humores são harmônicos em proporção, propriedade e em quantidade, e sobretudo quando são misturados. O homem adoece quando há falta ou excesso de um desses humores, ou quando ele se separa no corpo e não se une aos demais“. [7] CAIRUS, 2005, p. 43  A influência dos ensinamentos hipocráticos entrou em queda com o passar do tempo, sendo retomado vigorosamente através do médico e filósofo romano Galeno de Pérgamo (130-210 d.C.) que, seguindo também o mesmo caminho que Aristóteles (384-322 a.C.), tentou estudar a medicina sob um viés racional  por meio de um sistema filosófico baseado no pensamento de Empédocles e na escola Pitagórica em menor medida. [8] MARTINS; SILVA; MUTARELLI, 2008

Retomando a doutrina humoral de Hipócrates, Galeno, assumindo-a como verdadeira , vai além – ao introduzir o elemento comportamental para a equação. A questão agora não se resumia mais à saúde e doença apenas, mas aos elementos emocionais responsáveis pelas mudanças comportamentais das pessoas. Assim, o desequilíbrio ou equilíbrio dos humores afetava diretamente o comportamento das pessoas – sem que necessariamente elas estivessem ou não doentes. Foi dessa relação humores-comportamento que Galeno deu o nome de temperamento, uma característica inata a todo ser humano desde o seu nascimento. [9] MARTINS; SILVA; MUTARELLI, 2008, itálico nosso  

“[…] Um único corpo […] é formado pelos quatro elementos, sendo que eles estão misturados uns com os outros; […] Consequentemente, todas as diferenças dos corpos […] são: (a) simples – como as de vários elementos: mais quentes, mais frios, mais úmidos, mais secos, e (b) compostas, mais quatro: mais seco e ao mesmo tempo mais frio, mais quente e ao mesmo tempo mais úmido; mais uma terceira, mais seco e ao mesmo tempo mais quente; e uma quarta, mais frio e ao mesmo tempo mais seco. No topo dessas [oito] está, antes de mais nada, a melhor misturada. 9.2 O argumento completo sobre estes assuntos foi desenvolvido suficientemente em meu tratado Sobre os Temperamentos“. [10] MARTINS; SILVA; MUTARELLI, 2008, p. 13 apud DEAN-JONES, 1993, p. 99

Mesmo Galeno estando séculos de distância de seu mentor, o caráter simbólico e filosófico de sua medicina permaneceu inabalável – foi uma forma de manter a herança clássica viva sem necessariamente comprometer o avanço de sua arte. Por que Galeno continuou nesse caminho? Supõe-se que ele acreditou ser fundamental estudar os humores não apenas materialmente, mas também no âmbito filosófico-simbólico; não reduzir para delimitar, mas ampliar para intuir também. Na etapa a seguir, será abordada essa importância dada por Galeno e Hipócrates ao simbolismo no estudo dos temperamentos.

 

DISCURSO SIMBÓLICO, SENSIBILIDADE E TEMPERAMENTO


Do século XX para cá, falar em “discurso simbólico” não parece despertar no homem de hoje um sentido claro do que se está falando – justamente porque a educação moderna rompeu radicalmente com esse tipo de visão, seguindo por outros caminhos. Naturalmente, o efeito que toda autoridade impõe sobre seus comandados molda a forma como estes passarão a pensar e agir, isto é, toda nova ordem dita a visão sobre o mundo, as pessoas, a vida, o homem, o imaginário e tudo passa ter como base os ensinamentos vigentes. O “novo” passa a substituir o antigo. Portanto, abordar o tema do “discurso simbólico” [11]Ou também “filosofia simbólica”, porque logos significa palavra, discurso, e o nascimento da Filosofia data justamente da descoberta desse método, modo específico de explicação da realidade … Continue reading , requer a suspensão dos juízos que o homem de hoje tem sobre a realidade para não cair nos vícios herdados por essa mentalidade. Um desses vícios – talvez o mais notório deles – é o que podemos chamar de olhar cientificista, o “[…] fetiche do homem moderno por uma explicação da vida e a sua intolerância para com os mistérios e absurdos da mesma existência”. [12] AMORIM, 2017, p. 25, itálico do autor  

A educação moderna incutiu no imaginário humano o hábito danoso de filtrar os estados de rebaixamento como tristeza, desânimo, angústia e qualquer outro mal-estar de maneira científica. “Buscamos respostas nos níveis de dopamina, serotonina, adrenalina, feixes nervosos, córtex pré-frontal, sistema límbico… Esse vício consiste em querer sempre, de algum modo, reduzir a realidade da vida ao nível fisioquímico”. [13] MARSILI, 2018, p. 20  Essa tendência em querer reduzir a vida humana ao visível, explicável, medido, quantificado em nada representa a vida mesma, mas apenas um único domínio dentre vários outros com que o homem conta para existir. O homem é corpo, sim, mas não apenas corpo. [14] MARSILI, 2018, itálico nosso

A perda da capacidade simbólica de interpretação da realidade é o reflexo do embrutecimento do ser, da insensibilidade, a petrificação do espírito – após anos e anos de afastamento metodológico que, em última instância, resultou num tipo de esquecimento da íntima relação entre homem e mundo. A pesquisa científica inverteu o eixo da máquina que ajudava o homem a enxergar a realidade com todas as suas possibilidades, acepções e camadas de sentido que as coisas possuem; no lugar do amplo, o restrito; da possibilidade, a redução; faz-se uma única pergunta e se debruça sobre ela renegando tudo ao redor, todas as possibilidades de resposta, aviltando os significados que um único objeto possui. [15] AMORIM, 2017

Alquimia ou Astrologia são exemplos de ciências simbólicas, e seus defensores (ainda hoje existem, por sorte), não buscam a definição e o conceito em primeira instância, mas o alargamento de possibilidades reconhecidas na existência concreta e simbólica da coisa. Portanto, o Sol não é isto, mas isto e isto e isto e isto e isto… e todos os seus aspectos, alguns deles separadamente estudados por ciências modernas delimitadas pelos respectivos campos, são levados em conta como se somados e integrados dentro da alma do sujeito que por ele se interessa verdadeiramente, no uso e esforço de todas as suas faculdades mentais e capacidades da alma. Para um cientista moderno, devoto do Organum de Francis Bacon, o Sol é um astro de calor; para um tradicional, é um astro, mas também um símbolo de inteligência, da intuição, da vida abundante, da luz do conhecimento etc. etc. etc.“. [16] AMORIM, 2017, p. 28, itálico do autor  

Sem ter consciência, o homem moderno é cartesiano até as entranhas, adepto do racionalismo, cientificismo e subordinado da autoridade acadêmica; tem um tipo de devoção religiosa transfigurada, onde a razão é clericalizada por responder quase todas as suas dúvidas existenciais… quase, porque nenhuma divindade revela tudo sobre o mundo e sobre si. E o homem moderno acaba caindo no mesmo movimento que tentou escapar. [17] MARSILI, 2018 É fundamental fazer um esforço com a intenção de recuperar o discurso simbólico, “[…] o conhecimento humano que estuda a correlação entre os seres e seus significados”. [18] MARSILI, 2018, p. 20 , pois é através desse conhecimento íntimo ao homem que o tema dos temperamentos deve ser abordado; “é preciso recuperar a capacidade intuitiva e de percepção apurada dos fatos”. [19] Op.cit

Caso prestemos atenção ao mundo, caso recuperemos a sensibilidade perdida, “a baliza do sangue que nos colocava em intimidade com as coisas a partir de um tipo de ressonância[20] AMORIM, 2017, p. 32 , entenderemos a importância da visão simbólica para os temperamentos. Podemos exemplificar esse diálogo entre os seres, e facilitar a sua compreensão, com a relação entre as quatro estações do ano – primavera, verão, outono e inverno – e os temperamentos – sanguíneo, colérico, melancólico, fleumático. [21] MARSILI, 2018  

Na primavera não é possível colher frutos, que só aparecem, em sua maioria, na segunda metade do verão. A estação marca o momento de limpar os galhos secos do inverno e a bagunça que ele deixou: o gelo derreteu e o solo está preparado para receber as sementes e fazê-las germinar. Depois dos meses introspectivos de inverno, as pessoas voltam a sair às ruas para falar, para comunicar que o Sol voltou e que os primeiros brotos nasceram. A primavera, portanto, tem essa característica da expressão, simbolicamente relacionada ao temperamento sanguíneo. Os frutos vêm em seguida como algo real e palpável, como algo fixo, que se estabelece e diz a que veio. O verão chega como uma estação forte e hostil, que se impõe – é o temperamento colérico. O outono está entre o verão e o inverno. Portanto, pode ser considerado uma estação de queda: as folhas caem e existe um momento de interiorização, de incerteza. O melancólico, que se associa a essa estação, vive em seu recolhimento e tem as mesmas características de interiorização e de certo pessimismo. O inverno, por fim, traz consigo uma calma estática, fixa, que pode ser associada ao temperamento fleumático: a vida pulsa em seu interior, mas não se manifesta. Este exemplo já nos ajuda a identificar esse princípio de simbolismo que foge à ciência contemporânea“. [22] MARSILI, 2018, p. 21, itálico nosso  

Transportando esse modo, esse “olhar” de relacionamento com o mundo para a relação entre pessoas, chega-se à conclusão que o senso comum parece saber, mesmo sem perceber: ninguém é apenas corpo, matéria, físico, mas sempre algo profundamente maior que um amontoado de células. Como medir o amor, os vínculos, a biografia, as experiências singulares de alguém se isso sequer está explícito na casca? Não parece possível. O homem é uma tarefa dada a si mesmo e por isso é algo, a um só tempo, acabado e inacabado; acabado porque a matéria é limitada, demarcada, mas é também inacabado porque há nele um princípio de atualização constante, isto é, sempre é possível expandir sua história – que tem o limitado (corpo) como ponto de partida. 

References

References
1, 21 MARSILI, 2018
2 SCHULTZ; SCHULTZ, 2018
3, 6 REZENDE, 2009
4 REBOLLO, 2006
5 REZENDE, 2005
7 CAIRUS, 2005, p. 43
8 MARTINS; SILVA; MUTARELLI, 2008
9 MARTINS; SILVA; MUTARELLI, 2008, itálico nosso
10 MARTINS; SILVA; MUTARELLI, 2008, p. 13 apud DEAN-JONES, 1993, p. 99
11 Ou também “filosofia simbólica”, porque logos significa palavra, discurso, e o nascimento da Filosofia data justamente da descoberta desse método, modo específico de explicação da realidade por meio do argumento, da palavra, da reflexão, da contemplação, da theoria, e não mais pelo discurso mítico que, a saber: não significa inferior ou pior, mas um discurso de outra natureza; a riqueza do mito está justamente no seu caráter simbólico, único meio de expressão – DIEL, 1991. 
12 AMORIM, 2017, p. 25, itálico do autor
13, 18 MARSILI, 2018, p. 20
14 MARSILI, 2018, itálico nosso
15 AMORIM, 2017
16 AMORIM, 2017, p. 28, itálico do autor
17 MARSILI, 2018
19 Op.cit
20 AMORIM, 2017, p. 32
22 MARSILI, 2018, p. 21, itálico nosso
William M. Torquato

William M. Torquato é natural de Maceió. Acadêmico de Psicologia pelo Centro Universitário Maurício de Nassau, estudante autodidata de Filosofia, tomou gosto por contar e escrever histórias que nem sempre viram a luz dos olhos alheios.

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