Os fundamentos da vida intelectual segundo Olavo de Carvalho: o problema das redes sociais – Parte I

  • Rodolfo Melo
  • 24 jan 2023

 

No Brasil, mais do que em qualquer outro lugar, a vida a serviço do espírito requer a abdicação inicial de toda e qualquer esperança de encontrar qualquer apoio que seja na rede de instituições e costumes da sociedade vigente. No Brasil, mais do que em qualquer outro lugar, uma vida a serviço do espírito requer que não se busque apoio em nenhuma outra parte a não ser no Espírito mesmo“. [1] Olavo de Carvalho, Apostila Sobre a Arte de Estudar

O objetivo inicial deste artigo era tratar do problema das redes sociais e da escrita. Porém, ao longo do seu processo, uma coisa ficou clara: era impossível falar do vício em cursos, e a dependência das redes sociais, sem tratar da falta de compreensão – dos ditos “alunos”- em relação ao projeto pedagógico do Professor Olavo de Carvalho. Assim, vimos a necessidade não só de tratar de como a tecnologia audiovisual está corroendo a consciência individual – a vida de estudos e a Alta Cultura -, mas também como o mercenarismo marketeiro da panelinha intelectual provém – diretamente – da perversão, ou má compreensão, da finalidade do projeto educacional do Professor Olavo.

Por isso, este artigo teve sua estrutura modificada, para conter 3 partes: I – a exposição organizativa do projeto pedagógico do Olavo – seus fundamentos, e a sua visão sobre a educação dos alunos; II – como a perversão do ponto anterior causou uma dependência daquilo que chamamos “capitalismo de plataforma” ou “capitalismo informacional” – a tecnologia audiovisual (cursos e redes sociais) -, assim como causou a sua consequência: a perda da escrita e da consciência; III – uma revisão dos pontos anteriores, a luz da Teoria das Doze Camadas, mostrando a necessidade do aluno, para poder entender a obra do Olavo, estar na camada nove ou nas superiores. Isto posto, a proposta deste artigo centra-se em aprofundar e averiguar as referências epistemológicas que fundamentam os conceitos gerais do exame pedagógico-cultural do Filósofo Olavo de Carvalho. 

Desde Dezembro de 2021, este Jornal vem criticando aquilo que chamou de “intelectualidade mercenária” – o “coachismo” cultural. Ao nosso ver, essa crítica é algo fundamental, pois se antes o fenômeno do Imbecil Coletivo – documentado pelo Professor Olavo – adveio das universidades, é seguro dizer que, hoje em dia, o nosso Imbecil Coletivo vem da “nova direita”. [2] Que, doravante, será chamada de Imbecil Coletivo da direita

O Professor Olavo assim definiu o Imbecil Coletivo: “O imbecil coletivo não é, de fato, a mera soma de certo número de imbecis individuais. É, ao contrário, uma coletividade de pessoas de inteligência normal ou mesmo superior que se reúnem movidas pelo desejo comum de imbecilizar-se umas às outras”. [3] Carvalho, 2018, p.43 Para o Professor, esse processo se dá em 3 fases: “Primeiro, cada membro da coletividade compromete-se a nada perceber que não esteja também sendo percebido simultaneamente por todos os outros. Segundo, todos juram crer que o recorte minimizador assim obtido é o único verdadeiro mundo. Terceiro, todos professam que o mínimo divisor comum mental que opera esse recorte é infinitamente mais inteligente do que qualquer indivíduo humano de dentro ou de fora do grupo…”. [4] Ibidem

A coletividade de pessoas se faz, agora, pela rede virtual e a criação de uma panelinha intelectual. O divisor comum passa a ser, então, a fama digital, a relevância virtual, a comunicação nas massas consumidoras de conteúdo coach, e a produção em larga escala de um recorte: o trabalho no audiovisual – a custos exorbitantes. Quanto mais fama, mais engajamento, conteúdo coach digital, e cursos – de nada com nada -, o intelectual tiver, mais ele receberá aplausos, e compartilhamentos, da panelinha. O intelectual compromete-se a ver apenas o que os demais membros veem; compromete-se a dar notoriedade ao recorte comum no qual remeta a rentabilidade mercadológica. Este, por converter e amoldar o ambiente intelectual ao produto vendável – gerando a necessidade de sua oferta -, torna-se superior ao resto da humanidade.

Mais à frente, o Professor diz: “O título O imbecil coletivo é uma figura de linguagem para designar a queda geral do nível de consciência entre os intelectuais brasileiros. Os exemplos citados no livro destinam-se  a ilustrar a existência do fenômeno histórico-social… O livro não acusa nem difama indivíduos, mas descreve e combate um complexo de doutrinas, de ideologias, de estados de espírito. Ele traz o diagnóstico de uma situação nacional…”. [5] Carvalho, 2018, p.328

Pois bem, aqui nos propomos a descrever a situação histórico social: a queda da consciência da intelectualidade pública da internet. Isto se faz através de um não-compromisso com a vida intelectual, e um compromisso com o dispositivo da plataforma de mercado, tendo como um de seus efeitos o “coachismo” cultural: cursos – podcasts e lives – de “Como agir num primeiro encontro?”, “Qual o momento certo para casar?”, “Formação básica do imaginário”, “Aprenda o porquê você está solteira(o) e o que está fazendo de errado”, “Como lidar com um término de namoro?”, “Como flertar bem?”, “Histórias não contadas sobre casamento”, “Como lidar com um término de namoro?”, “Aprenda a história que a escola não te ensinou”, “Como destravar o segredo para ser uma pessoa mais amorosa”, “Destrave o segredo de como ser um pai educador”, “Ganhe dinheiro vendendo o seu conhecimento na internet”, “Como evitar a solidão?”, “Como se deve agir com o primeiro filho a caminho?”, “Cure os relacionamentos familiares”, etc.

Há também, nessa plataformização de mercado, um segundo efeito, qual seja: aqueles que pervertem a obra do Olavo, vendendo-a como se ele não fosse um Filósofo – como se não tivesse a maior Filosofia do século XXI -, mas sim um polemista cultural, um comentarista político, ou mesmo uma espécie de Ministro de Estado. No fim das contas, o interesse deste grupo é deixar a Filosofia do Olavo cair no esquecimento, a plastificando e a tornando acessível às massas – de modo a criar, e potencializar, demanda da lógica do mercado. Vamos, então, mostrar quais os fundamentos da vida intelectual segundo o Professor Olavo. Para este trabalho, seguimos a mesma linha do nosso artigo sobre a Filosofia do Professor. [6] Disponível em: https://jornalcidadaniapopular.com.br/a-unidade-do-conhecimento-na-unidade-da-consciencia-como-principio-fundante-do-cof-parte-i/

Comecemos mostrando como o próprio Professor Olavo tinha consciência da macaqueação de boa parte dos seus “alunos”: “… Faz do mestre o símbolo da ordem, e, daí, você passa a imitar o mestre em coisa que não precisa: você imitar o tom dele falar, a maneira dele pegar o cigarro, as piadas dele, e não vai aprender porra nenhuma. Os caras em vez de aprender, eles ficam te macaqueando”. [7] Carvalho, curso Conceitos Fundamentais de Psicologia, aula 03. Bem, basta simplesmente olhar esse Imbecil coletivo da direita para ver como abundam os exemplos de “alunos” aos quais querem imitar o jeito cômico do Olavo ( nunca conseguindo), o modo dele dar apelidos, as expressões que ele usa, etc. A obra do Olavo – o seu Filosofar -, é completamente desconhecida.

Aprendemos com Olavo a seguinte coisa: “Esse desprezo do Brasil pelo conhecimento é anormal, errado e doente. Eu percebi isso, mas era só eu que estava percebendo. Bom, eu vou ter que quebrar isso de alguma maneira. No começo, eu tentava não bater de frente. Chegou uma hora que eu falei: “eu estou errado. Eu não posso tentar outra coisa se eu respeitar isso que está aí. O sujeito que é ignorante por decisão própria [não tem direito a opinião]”. [8] Ibidem

Do mesmo modo: “… na sociedade brasileira, considera-se que a preguiça intelectual é um direito e que o interesse no conhecimento é uma coisa ilegítima e depende de autorização do outro… Ninguém tem direito à preguiça intelectual. A recusa do conhecimento é o famoso pecado contra o Espírito Santo e não é perdoada nem nesta vida nem na outra… O desprezo brasileiro pelo conhecimento é uma coisa que não se vê em lugar nenhum… As pessoas só admitem estudar se for para arrumar emprego, um cargo, uma função, então, quer dizer que tudo na vida se resume a um problema econômico. Brasileiro é um povo inteiramente dinheirista, só acredita no que acha que vai lhe dar dinheiro, e por isso mesmo vive sem”. [9] Aula 35 COF

Isso é interessante de ressaltar, pois é muito comum vermos “alunos” prostituírem a vida de estudos em nome de emprego, salário, cargo, conforto pessoal – e, ainda assim, dizerem fazer um “trabalho cultural”. Esses “alunos” cedem na primeira pressão social-financeira, na primeira dificuldade; deixam de publicar trabalhos, de escrever, de fazerem averiguações de temas, tão logo apareça uma oportunidade de mercado marketeiro – e seus cursos; rapidamente, eles abandonam a personalidade, a busca pela verdade e pelo conhecimento, em prol de um concurso público que os dê aquele belo e gordo salário. A unidade da consciência é substituída pela máquina registradora de dinheiro – e a personalidade é engolida pelo boleto a se pagar.

Desde 1995, Olavo já via isso como a morte da vida a serviço do espírito, e a degradação de uma personalidade intelectual: “Resta a opção de, afastando-se do meio acadêmico, buscar abrigo no mundo dos espetáculos e das comunicações de massa, cuja recompensa financeira custa a imersão na atmosfera de leviandade, diz-que-diz e vida boêmia. que arrasa toda vocação intelectual já na primavera de uma carreira de estudos”. [10] Carvalho, apostila “Sobre a Arte de Estudar”.

Esse “mundo boêmio” pode ser facilmente observado nas lives e podcasts, no consumo desenfreado das informações das redes sociais – nos compartilhamentos de dramas pessoais. O “aluno” deixa de lado o consumo televisivo e passa ao consumo das redes. Seu interesse é ter o máximo possível de estímulos – de divertimento intelectual, e de experiências compartilhadas -, para que ele se distraia e esqueça a pressão acachapante de seu dia de trabalho, de sua vida diária corrida.

Esse aluno não tem tempo, ou interesse, de passar 5 ou 6 horas na solidão interior do espírito – e, muito menos, usar aquilo para entender a si e o mundo; quer processar aquele acúmulo de conteúdo o mais rápido possível; seu interesse não é estar presente com toda a consciência de si, mas estar presente ali e aqui, ali e acolá; quer ir á academia e escutar podcast sobre história; quer estudar, em cursos, literatura e filosofia, fazendo, ao mesmo tempo, a janta, ou alimentando a criança recém nascida; seu foco não pode ser atencional – ele é disperso pela circunstância, pela necessidade financeira e os afazeres do dia.

Ademais, temos o “aluno” ao qual não tem a inteireza do seu “eu” voltado à verdade, mas sim a rápidos elementos conteudísticos que o dê a possibilidade de discutir o assunto e vencer o “oponente”. Continua o Professor Olavo: “Finalmente, a constatação das dificuldades materiais gera ao aspirante a esperança insensata de conseguir primeiro melhores condições sociais e econômicas, para depois, e somente então, iniciar seriamente uma vida de estudos. Ninguém, jamais, em toda a história  cultural brasileira, alcançou a vitória por este caminho e, ao contrário, o número daqueles que a alcançaram pelo esforço de estudar desde a juventude, suportando com paciência e resignação a miséria material e social, inclui os maiores nomes das nossas letras e ciências, sendo antes os ricos de nascença uma exceção notável. Das camadas ricas nunca saiu nem Capistrano de Abreu nem Machado de Assis, nem Cruz e Souza nem Da Costa e Silva”. [11] Ibidem

E, por fim: “… sob o pretexto de adaptação social e realismo, induz todos a pensarem que um ideal de um bom emprego coincida com a segurança e a paz necessárias ao lazer intelectual; e os brasileiros ingênuos se esforçam para enquadrar-se nesse ideal, sufocando-se de sentimentos de culpa quando não conseguem atingi-lo…”. [12] Op.cit Acreditamos que não é preciso ir muito longe para ver esse tipo de “aluno”. São aqueles que fazem da vida de estudos uma fantasia – um mero relaxamento nas horas vagas, um hobbie; para estes, a vida real é a vida industrial-burguesa – suas 8 horas de trabalho e as dívidas do cartão de crédito pagas; a vida mesma não precisa de livros ou de Alta Cultura – pois isto serve apenas para aspectos do seu “eu”, as aparências as quais você deseja compartilhar, e não para conhecer a si mesmo ou ver a sua continuidade no mundo.

No ano de 2000, o Professor Olavo nos diz: “… todos os alunos que empenharam suas forças em encontrar uma solução material, terminaram por não a encontrar ou se desgastaram tanto nesse esforço que, quando a encontraram, abandonaram os estudos. Nesses casos digo que o aluno se aproveitou do curso tangencialmente, como de uma psicoterapia de ocasião para superar vulgares conflitos domésticos. Esse fenômeno assinala, evidentemente, a mais completa incapacidade para os estudos que aqui se têm em vista”. [13] Carvalho, apostila “Considerações sobre o Seminário de Filosofia”.

Já em 1997, Olavo nos deixa os seguintes dizeres: “A mensagem do filósofo aos jovens estudantes, no que diz respeito à dificuldade financeira, é simples: quanto pior ficar a sua situação econômica, mais se apeguem à sua vocação intelectual. Não cedam à pressão de um mundo que quer matar em vocês o espírito à força de atormentá-los com problemas financeiros. O mundo, no sentido bíblico do termo (isto é, a sociedade mundana), só respeita quem o despreza… Quanto mais pobres vocês ficarem, mais se dediquem aos estudos. A porcaria reinante não prevalecerá sobre a sinceridade dos seus esforços. Digo isso com a experiência de quem, ao longo de mais de duas décadas de pobreza, com mulher e filhos para sustentar, jamais deixou de estudar um único dia, aproveitando cada momento livre e abdicando de toda sorte de viagens e divertimentos. Nunca esperei que minha situação  melhorasse para depois estudar, e garanto: seja teimoso, e um dia o mundo desiste de tentar dominar você pela fome”. [14] Carvalho, 2018, p.397

Daqui podemos destacar a necessidade do aluno estar na camada nove para poder suportar tal mensagem, e tal ensinamento. É necessário uma personalidade intelectual – um “eu” que tem por centro a busca da verdade na unidade da consciência, ainda que, para isso, seja necessário renunciar a sua satisfação pessoal. É triste constatarmos que a imensa maioria dos “alunos” ainda não chegou nessa camada; suas dores e preocupações são completamente individualistas, mercenárias, tendo quase nada de apego à verdade, a experiência cultural-humana – sofrendo, assim, uma despersonalização constante à pressão do meio social mundano.

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References

References
1 Olavo de Carvalho, Apostila Sobre a Arte de Estudar
2 Que, doravante, será chamada de Imbecil Coletivo da direita
3 Carvalho, 2018, p.43
4, 8, 11 Ibidem
5 Carvalho, 2018, p.328
6 Disponível em: https://jornalcidadaniapopular.com.br/a-unidade-do-conhecimento-na-unidade-da-consciencia-como-principio-fundante-do-cof-parte-i/
7 Carvalho, curso Conceitos Fundamentais de Psicologia, aula 03.
9 Aula 35 COF
10 Carvalho, apostila “Sobre a Arte de Estudar”.
12 Op.cit
13 Carvalho, apostila “Considerações sobre o Seminário de Filosofia”.
14 Carvalho, 2018, p.397
Rodolfo Melo

Rodolfo Melo nasceu em João Pessoa – PB; é Presidente e Editor Chefe do Jornal Cidadania Popular; aluno do COF desde 2016, tendo feito também o curso “PSICOLOGÍA DE LA TEMPLANZA”, com o Psicólogo Tomista Martin Echavarría.

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