O que é Conservadorismo? – Parte 1

  • Rodolfo Melo
  • 8 dez 2021

 

Reacionário, tradicionalista, neoliberal, ultradireitista, nazifascista, liberal-conservador … A salada de acepções que nada explicam. 

É comum, no nosso dia a dia, nos depararmos com a expressão “conservador”. Seja nos jornais, nas conversas de trabalho, nas redes sociais, na universidade, em algum momento da nossa vida, nos encontraremos com este termo. A depender do interlocutor, teremos uma certa visão, negativa ou positiva, de sua “doutrina”, ainda que não tenhamos nos detido em análises mais detalhadas . Isso acontece porque a expressão “conservador”, assim como a expressão “democracia”, é levada, daqui para ali, a depender da interpretação a que se queira dar. Podemos então chamá-la de nazifascista, neoliberal, reacionária, liberal-conservador, mesmo que essas terminações nada tenham a ver com o assunto. Há também um outro motivo para que assim seja: a palavra “conservador” está consolidada em linha dicionarística. Nesta visão, chama-se “conservador” aquele que mantém algo em estado anterior. 

O problema, de nosso tema, não se detém aí. Mesmo nos movimentos que se autodenominam “conservadores”, não há uma clareza da sua acepção. Não é raro vermos o conservadorismo ser confundido com o tradicionalismo – movimento tradicional Catolico-monarquico. Outros adotam o termo e empregam o significado de liberalismo, chamando-o de liberal-conservador – liberal na economia e conservador nos costumes. Na verdade, é frequente essa última confusão. Toma-se o conservador como aquele que defende a “moral”, os “bons costumes”. Ainda há aqueles que cometem a paspalhada de caricaturar o conservadorismo pelo jargão: “é aquele que defende a moral Judaico-Cristã, o Direito Romano e a Filosofia Grega”.

Pois bem, todos esses problemas derivam de um só, a saber: a consolidação de um grupo, ou movimento, político anterior a um movimento intelectual. Sempre que esse fenômeno ocorre, termos da intelectualidade são empregados, e usados, na política, sem que se tenha a acepção segura e sólida de um método escolástico. Cabe-nos, na medida do possível, tentar cumprir esta tarefa. Como vimos, nesta breve introdução, o tema está envolto de confusões. Assim, precisamos tentar nos desembaraçar delas. Ao nosso ver, devemos trabalhar por partes. Isso se deve ao fato do tema ter uma vasta bibliografia, e uma certa complicação. Portanto, em cada parte trabalharemos com um autor, tentando, ao máximo, resenhar o seu livro.

Nesta parte 1 trabalharemos com alguns capítulos do livro do Russel Kirk. [1] Kirk, 2016 – Edmund Burke: redescobrindo um gênio.  

Sobre o termo “conservador, assim nos diz o nosso autor: “Edmund Burke nunca empregou o termo “conservador” porque na sua época esse não era um termo da política… A palavra “conservador”, como rótulo político, surgiu na França durante a era napoleônica … Quando alguns políticos franceses cunharam os termos conservateur e conservatif na busca de uma palavra para descrever o posicionamento político moderado que pretendia conciliar o melhor da velha ordem do Antigo Regime, sem assumir uma postura reacionária, com as mudanças sociais posteriores à Revolução Francesa, nem manifestar atitudes progressistas”. [2] Kir, 2016, p.371  

É preciso deixar claro que, como dissemos, a terminologia não estava consolidada antes de um movimento político. O Burke, em suas obras e discursos, já havia exposto a posição, ou disposição, conservadora, sem que ele o denomina-se desta forma. Assim, o conservador “é o guardião da herança da civilização ocidental e dos princípios da ordem, da liberdade e da justiça”. [3]Ibidem  Daqui já nos é possível tirar alguns apontamentos, quais sejam: o conservador não tem uma doutrina, um corpo de regras. Ora, a sua função é preservar a ordem, a justiça e a liberdade.

Esses 3 temas jamais são doutrinais. A liberdade e a ordem ora são complementares, ora conflitantes. Liberdade exacerbada gera a anarquia e caos; ordem ferrenha gera a tirania e a ditadura; a justiça sem a ordem não pode se impor, mas, ao mesmo tempo, justiça que não preserva o sentimento de liberdade, jamais será justa. É da própria natureza que estes variem conforme as épocas e às sociedades. Cabe ao conservador manter a tensão, o equilíbrio, entre os princípios precursores e as suas modificações.

Vamos trazer um pouco para o campo do nosso dia a dia. O leitor pode nos perguntar: “afinal, o conservador é a favor ou contra o Estado? Ele o defende ou defende o livre mercado?” Diríamos então que esta é uma pergunta que não tem uma única resposta, ou, muito menos, uma solução definitiva. Nem o Mercado é garantia de liberdade, nem o Estado é garantia de uma ordem justa. O conservador não defende doutrinariamente nem uma, nem outra. Ele sabe que uma sociedade precisa de um governo, para que o homem não seja levado à barbárie, mas também sabe que o Estado pode ser um tirania convulsiva, quando detém toda a vida do corpo social. O livre Mercado pode ser aliado do conservador, quando o Estado for tirânico, assim como pode ser o seu inimigo tirânico – quando o Estado preservar uma ordem justa. 

Por isto, dizemos que o conservador não tem pauta definida, mas sim princípios basilares que equilibram a modificação de uma sociedade. Vejamos então o que nos diz o Burke: Os erros e os defeitos das antigas instituições são visíveis… Não é preciso muito talento para apontá-los; e onde se concede poder absoluto, basta uma única palavra para destruir, juntos, vício e instituição. A mesma disposição ociosa, mas inquieta… Dirige esses políticos, quando tornam ao trabalho, para substituir aquilo que destruíram… Não surgem dificuldades no que nunca foi tentado”. [4] Kirk, 2016, p.372  

Quão profunda e reveladora é, pois, essa citação. O que Burke nos diz aqui é que toda instituição será imperfeita, viciosa. Porém, diferente do que os revolucionários acham, o poder absoluto não só destrói a parte imperfeita desta instituição, mas tudo aquilo que ela poderia ter de bom. Já diziam os clássicos que o poder absoluto corrompe absolutamente. O seu massacre não leva apenas a instituição, mas a própria sociedade. 

Quando o Burke fala que não surgem dificuldades no que nunca foi tentado, não é preciso irmos muito longe para compreendermos. Quanto tempo demora para construirmos um relacionamento? Passamos da conquista para o primeiro encontro, do encontro para o namoro, do namoro para o noivado, e, deste, para o casamento. Mesmo que todo esse processo seja bem sucedido, podemos dizer que é fácil manter um casamento? Quantos casais conhecemos, hoje em dia, que duram 30, 40 anos? É difícil construir, e manter, algo que já foi tentado – pois isso requer abnegação, modéstia, renúncia. Mas basta uma única briga, uma única discussão, mais séria, para separar aquele casal, que era casado há 30 anos. Destruir é fácil, rápido, libera energia, vigor; construir é demorado, requer empenho, afinco, dedicação; é monótono, fatigante, às vezes até entediante. 

Sobre isto ele continua: “Ao mesmo tempo, preservar e reformar é coisa mui diversa. Quando são mantidas as partes úteis de uma antiga instituição, e o que é acrescido deve ajustar-se ao que é retido, estão a ser exercidos um espírito… De perseverante atenção, dotado de talentos para comparar e combinar os recursos de um entendimento… Em conflito contínuo com a associação de forças de vícios opostos.” [5] Kirk, 2016, p.372-373  

Fica claro que a mudança deve ser lenta para que seja duradoura. Deve considerar não só um interesse, de uma só época, mas todos aqueles que vieram antes de nós, que já morreram, aqueles que são nossos contemporâneos – e divergem de nós – , e aqueles que estão por nascer. A reforma, numa família, por exemplo, é demorada, cautelosa. O marido, assim como a esposa, veio de uma tradição dos seus pais, seus avós. Cada um deles tem um tipo de costume, que vai, pouco a pouco, alterando em prol do outro. Agora, não são mais um só; estão numa relação, num casamento. Um cede aqui, o outro ali. Chega o filho, a nova geração. Os pais preservam os hábitos do seu casamento, o amor de um com o outro, mas acrescentam algo, uma nova exigência, uma nova circunstância, em prol do seu filho. 

Ora, o marido não pode impor o que quer a esposa, sem que seja tirânico; a esposa não pode fazer o que bem quer com o marido, sem que cause o caos e a ruptura; os filhos não podem destruir as conquistas dos pais, exigindo novas, sem que isso destrua a própria família. Seria então assim nesta instituição chamada família, e não numa enorme instituição chamada civilização? Como nos lembra o Burke a civilização é senão uma herança, um “laço familiar”, a “imagem de uma relação sanguínea”. A civilização é esta “lei fundamental” – a qual damos uma “afeição familiar”.

Continua o Burke: “Se cautela é uma parte da sabedoria quando trabalhamos com matéria inanimada[não viva], também se torna parte do dever quando o objeto de nossa demolição e construção não são tijolo ou madeira, mas seres vivos, que pela súbita alteração… De sua condição e de seus hábitos de vida se podem fazer miseráveis em multidões.” [6] Ibidem  

Ora, aqui também é fácil entendermos como a súbita alteração do nosso modo de vida, a partir de um poder absoluto, causa a miséria e a opressão. Passamos a ser obrigados a nos trancar em casa, a não poder mais trabalhar, a vivermos com medo um do outro. Passamos a denunciar nossos vizinhos, e a ameaçar, ou censurar, quem não pense como pensamos. Passamos a disseminar a pobreza para nossos semelhantes, apenas para nos sentirmos seguros. Carne a 40 reais, gasolina a 7 reais, leite a 28 reais, gás a 100 reais, para famílias que não conseguem sequer sobreviver com um salário mínimo. De maneira abrupta, modificamos a nossa relação com o outro, com o nosso trabalho, a maneira como enxergamos o outro (ameaça, desprezo). Quanto tempo leva para construirmos um carro? Mas basta apenas 0,2 segundos para o destruirmos completamente. 

“O arranjo político… É para ser forjado por meios sociais. É preciso tempo para produzir essa união de almas que, por si só, pode gerar todo o bem que almejamos… Onde estejam envolvidos os grandes interesses da humanidade por uma longa sucessão de gerações, tal sucessão deve ser a obra requer o auxílio de mais espíritos do que uma época pode oferecer”. [7] Kirk, 2016, p.374

E aqui é onde temos o tão falado “ceticismo político”. O conservador não tem ídolos. Sabe que os homens são falhos, assim como as instituições. O conservador não acredita em meras ideias – como: “Igualdade”, “Amor”, “Paz Social”, “eliminação da pobreza” – , ou e soluções milagrosas, mirabolantes. O conservador sabe que a perfeição ideal, na vida política, é a imperfeição real – capaz de criar inúmeros sofrimentos e purgatórios. O conservador é céptico na política, ou seja: sempre desconfia que ela jamais resolverá um problema social. O conservador acredita na responsabilidade do indivíduo e do corpo social. Desconfia de qualquer governante, ou grupo social, que aponte sua espada em defesa da “Humanidade”, da “Mulher”, do “Meio Ambiente”, mas não é capaz de amar a terra em que vive, a memória do seu avô, a mulher com que é casado, ou a dificuldade da vida diária. Sabe que o homem, quando alega lutar pelo “Bem maior”, luta apenas para controlar esse “Bem maior”, que é senão a própria civilização. Quando nos submetemos a ideia do “Bem maior” nos entregamos a carnificina do ditador. 

Cabe ao conservador a política da prudência, sobretudo quando diz respeito ao poder. Assim: “O povo não deve ser ensinado a pensar nos compromissos com os governantes de modo inconsequente, do contrário ensinam aos governantes a considerar os compromissos para com ele de modo inconsequente… Homens com gosto por poder arbitrário encorajam as massas com tais ilusões”. [8] Kirk, 2016, p.315  

Basta pedirmos ao Estado para cuidar daquilo que não queremos cuidar, que, rapidamente, veremos o Estado tornar-se donos de nós mesmos. Quando a massa pede que tudo caia, em nome do seu desejo de agora, do momento, ela permite que o governante, como dono deste desejo, massacre, em praça pública, a própria massa. O povo deve respeitar o seu governante, mas o seu governante deve ser observado, e contrabalanceado, pela sociedade. 

Afim de garantir essa tarefa, o conservador é um grande defensor da Aristocracia [9]É comum que se faça uma grande bagunça entre Burguesia e Aristocracia. Trabalharemos a suas distinções em outro local, mas em resumo: falamos de Aristocracia como classe de sábios, dos … Continue reading : “A verdadeira aristocracia natural… É parte integrante essencial de qualquer grande corpo devidamente constituído… Ser capaz de ter uma visão ampla e generalizada das combinações infinitamente diversificadas de homens e de assuntos na grande sociedade; ter tempo livre para ler, refletir e conversar… Habituar-se a comandar e obedecer… Essas são as circunstâncias dos homens que formam o que eu chamaria de aristocracia natural, sem a qual não existe nação”. [10] Kirk, 2016, p.317  

Neste ponto, o conservador defende o homem das letras; o homem do estudo. Longe de ser um preconceito, no uso moderno do termo, esta é uma visão de que a cada homem corresponde um lugar natural na sociedade. É da Aristocracia o lugar natural de se manter vigilante, constante, diligente. A Aristocracia é a responsável por comunicar à sociedade a honra, a dignidade, de cada um deles; ser seu professor na arte, na opinião pública, nos mais altos interesses entre a moral e o homem. Isto não é tirar o lugar natural do mais simples, pelo contrário. Toda a sociedade depende do homem simples, da tradição. O que cabe a Aristocracia é preservar essa tradição ao longo dos séculos. É garantir que nunca perca o respeito por esta tradição; que ela seja guardada e cultivada para os seus descendentes.

É do homem comum que toda a civilização brota: arar a terra, cultivar os campos, cuidar dos idosos, garantir a proteção contra ameaças, internas ou externas, cuidar dos doentes, produzir o pão e o alimento de cada dia; toda a sociedade depende da colaboração, e confiança, entre cada um deles. Porém, é a tarefa da Aristocracia garantir esta união, e ensiná-los a ver a moralidade em cada uma dessas atividades. 

Sem uma Aristocracia teremos então: “O idealismo abstrato dos revolucionários [que] leva a um absolutismo moral intolerante: o fanatismo não tem onde repousar sem um Céu – ou um inferno… O idealismo abstrato é a pior ofensa contra a moralidade… A moralidade é algo a ser percebido e reconhecido pelos seres humanos, não concebido pela imagem de seus melhores egos… Reduz-se a uma afirmação de vontade, e a vontade não é uma força moral criativa… As paixões naturais expulsam as afeições naturais… Fabricam uma moralidade artificial”. [11] Kirk, 2016, p.311  

“Uma falsa moralidade não pode tolerar a verdade.” Essa é uma verdade que podemos constatar no nosso dia a dia. Grupos, cada vez mais agressivos, demandam sua vontade tirânica sobre os demais. Fabricam comportamentos, e destroem as mais sagradas tradições. Queimam estátuas, depredam monumentos históricos. Não veem seres humanos, mas sim impedimentos ao seu desejo. Exigem a “Paz” e “Igualdade”, e, em nome delas, alastram sangue, e sodomia, em praça pública.

Leis, e mais leis – que são aprovadas por grupos oligarcas, ou por grupos de grandes elites financeiras,  sem nenhum contato com a sociedade – corroem a nossa mente para o que é mais importante. Preservar a vida de um bebe, ainda na barriga da mãe, passa a ser menos importante que preservar uma muda de árvore. Pune-se com menos severidade aquele que tira a vida de um ser humano do que aquele que sonega impostos ao Estado. Enquanto 50 mil pessoas são assassinadas por ano, no país, proteção e privilégios são dados por cor, raça, sexo, ou opção sexual. A sociedade, como o ouroboros, devora a si própria. Comete a anarquia para se ver livre da tirania, e pede a tirania para a proteger da anarquia.

O conservador sabe que nenhuma sociedade – seja a Cristandade, a Capitalista, ou a Democrática – possui a glória, ou nobreza, suficiente. Onde houver instituição haverá mácula e deformidade; sabe que nenhuma nenhuma geração, grupo, classe, etnia, ou  sociedade – contando apenas com sua força – poderá encontrar um substituto para todos os princípios que, até então, regularam a vontade e a ação humana. Não há reino dos céus na Terra. Portanto, é dever do conservador preservar estes princípios, garantindo um “progresso, bem amparado, da sociedade.” 

 

 

References

References
1 Kirk, 2016 – Edmund Burke: redescobrindo um gênio.
2 Kir, 2016, p.371
3 Ibidem
4 Kirk, 2016, p.372
5 Kirk, 2016, p.372-373
6 Ibidem
7 Kirk, 2016, p.374
8 Kirk, 2016, p.315
9 É comum que se faça uma grande bagunça entre Burguesia e Aristocracia. Trabalharemos a suas distinções em outro local, mas em resumo: falamos de Aristocracia como classe de sábios, dos melhores, dos estudiosos, dos intelectuais.
10 Kirk, 2016, p.317
11 Kirk, 2016, p.311
Rodolfo Melo

Rodolfo Melo nasceu em João Pessoa – PB; é Presidente e Editor Chefe do Jornal Cidadania Popular; aluno do COF desde 2016, tendo feito também o curso “PSICOLOGÍA DE LA TEMPLANZA”, com o Psicólogo Tomista Martin Echavarría.

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