Mentalidade Revolucionária – Parte I

  • Jorge Teixeira
  • 8 fev 2023

 

 

Terríveis palavras, terríveis intenções; ninguém resistiria ao impacto delas! E se houvesse muitas pessoas iguais a Nietcháiev, se elas formassem um movimento de massa, um exército ou um partido disposto a mudar a face da Terra com uma revolução nunca vista antes, a promover um banho de sangue que a humanidade mal poderia imaginar?“. [1] Catequese dos revolucionários, 1997; ctp.244-248. (Tradução de Oleg Almeida). O texto também pode ser encontrado no prefácio do livro: Os Demônios de Dostoiévski, da editora Martin Claret.

Esquerda e direita são símbolos que guardam, em si, mentalidades já pré existentes às origens de suas nomenclaturas. Ou seja, essas duas idéias existiam, a priori, da origem de seus nomes – criados durante a Revolução Francesa. Muitos dos ideais de direita podem ser encontrados no livro “A Política” de Aristóteles, enquanto os da esquerda, ganhando voz em seitas gnósticas. [2]Seitas Gnósticas – ou Gnosticismo – são um conjunto de correntes religiosas filosóficas oriundas da região do Mediterrâneo, durante os séculos I e II d.C, cujo princípio assenta na … Continue reading Entender como funciona uma ideia é o início para entender seu comportamento ao longo das décadas.

 

 

1§ Ideia e sua organização no mundo das coisas e dos Seres pensantes


Ideia tem sua raiz etimológica em “eidos”, que significa “imagem”. Em Platão, a ideia está interligada ao mundo inteligível; já em Aristóteles, a experiência sensível. O estudo ontológico do Ser marca as ciências do conhecimento. A importância da ideia não é questionada, uma vez que inúmeros pensadores tentaram decifrá-la; dentre estes, Platão, Aristóteles, Locke, Descartes, Kant, David Hume, Eric Voegelin e tutti quanti. As ideias corporificam-se em símbolos, que podem ser representados através de palavras, códigos, desenhos, imagens, esculturas, traços, etc. Diferentemente do que pensava Immanuel Kant, o ser humano cria consciência das ideias, porém não cria nem as ideias, nem as coisas, mas sim os seus símbolos. Entretanto, como os símbolos traduzem ideias do eterno, sua representação também deve ser a “linguagem do próprio eterno”. [3]Carvalho, 2022, página 31, O Saber e o enigma – Introdução ao estudo dos esoterismos: “Ou os símbolos são a linguagem do próprio eterno e o canal do seu ingresso na esfera temporal, ou … Continue reading

Immanuel Kant confunde a consequência de criar consciência de um símbolo com a causa da origem do próprio símbolo: “Quando tomamos consciência de um símbolo, ele de certo modo nos provoca várias percepções ou interlocuções ( para Susanne Langer, o símbolo é uma ‘matriz de interlocuções’). Com isso, o símbolo não está nos ensinando nada, mas está oferecendo uma oportunidade de aprender“. [4] Op.cit – página 33

Já Kant, inverte toda ordem ao dizer que, para a razão ser objetiva, ela precisa de contato com a realidade – cujo meio é a percepção sensorial. Tal percepção entra em contato com a realidade fornecendo os materiais que a razão irá organizar em conceitos, aos quais, por sua vez, irão integrar-se em teorias. Porém, o senso só leva em consideração a percepção causal de cada pessoa em particular – que pode variar ao longo do tempo. Por isso, a objetividade pressupõe a metafísica do sujeito sem identidade – realidade ingênua, ou identidade do senso comum – o que, para Kant, era impossível.

Kant generalizou esse aspecto a todos os órgãos da consciência. A mente do sujeito não é diáfana. Ela tem identidade; tem estruturas que limitam aquilo que o sujeito pode conhecer, estruturas ativas de modo causal. A partir disso, Kant inferiu que o sujeito está impedido de conhecer a realidade […] No modelo kantiano, nossas estruturas mentais não existem para registrar ou responder a estruturas da realidade, mas para impor-se ( modificá-la/criá-la) a uma realidade maleável”. [5] Stephen Hicks, 2021, página 39, Guerra Cultural – editora Avis Rara

O professor da USP, Alysson Mascaro, falando polidamente – de alto tom – para uma plateia já destinada a lhe dar “sim senhor”, modificou os termos direita e esquerda – dando-lhes um discurso político e demagogo de “amor as minorias oprimidas”: “A posição nossa de esquerda é o mínimo de um ser humano poder ser íntegro e coerente na vida. Por quê? O que é ser de esquerda e direita? […] Na França, houve a Revolução Francesa na qual fizeram a Assembleia Nacional Francesa. Por um acaso, quem era fazendeiro, nobre, pessoa que explorava o povo, aristocrático e burguês sentavam na parte da direita. Quem era pobre, trabalhador, ferrado, miserável, etc, sentaram na esquerda. Quem era trabalhador mas pagava onda de apoiar rico, sentava no centro. Quem era muito rico e queria matar o povo, sentava a extrema-direita e quem falava: ‘ eu quero comida e pão em casa’ sentava na extrema-esquerda. Desde lá para até hoje, “esquerda” é quem defende a causa dos explorados do mundo e toda a junção de gente que foi explorada( preto, mulher, índio, gay, deficiente físico, etc, etc. Já o da direita, o defensor do capital, do Nazismo etc, etc, matou negro, matou judeu, era defensor da escravatura, não queria defender o fim da escravatura, é a direita. Se um fulano é de direita, é uma vergonha”. [6] Professor Alysson Mascaro, 2021, palestra: entenda o que é esquerda, disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=enm061s0Tzc

Nesse discurso, que pode ser resumido como populismo e discurso demagogo, corporifica-se a tese da esquerda boa e da direita má. Porém, no livro “ Por que o Brasil é um país atrasado?”, Orléans e Bragança nos apresenta uma tese contrária, provando que a história é uma guerra de narrativas: “Esse discurso da esquerda do bem e da direita má impregnou-se em nossa sociedade em razão da experiência traumática que o país teve entre 1964 e 1985. Enquanto as Forças Armadas ocupavam o poder, a militância de esquerda passou a dominar os meios de produção cultural, a imprensa, as universidades, a Igreja Católica e boa parte da elite pensante. Difundiu-se, em livros escolares, debates, sermões de domingo, discussões em mesas de bar, que o capitalismo só produz opressão, que a direita é antidemocrática e militarista e que cabe à esquerda, por meio do estado, defender os desfavorecidos“. [7] Luiz Philippe de Orléans e Bragança, 2017, página 117

Hicks chegou a escrever que, durante a Revolução Francesa, mesmo a direita tendo uma visão conservadora, pois desejava conservar a Monarquia e a esquerda; revolucionária já que defendia o fim da Monarquia, ambas portavam um germe revolucionário, pois o motor desta revolução deu-se pelos alunos de Jean Jacques Rousseau: “Rousseau é a figura mais importante do contra iluminismo político. Sua filosofia moral e política inspirou Immanuel Kant, Johann Herder, Johann Fichte e G.W.F. Hegel e, por intermédio deles, a direita coletivista. E inspirou talvez mais ainda a esquerda coletivista: os escritos de Rousseau foram a bíblia dos líderes jacobinos da Revolução Francesa, absorvida por muitos dos esperançosos revolucionários russos do fim do século XIX e influentes para os socialistas da China e Camboja no século XX“. [8] Stephen Hicks, 2021, Página 84. Quando Hicks refere-se ao socialismo na China, faz referência ao Mao-Tsé-Tung e, no caso de Camboja, ao Pol Pot.

Dar a direita uma mentalidade monárquica, é uma confusão oriunda entre signo, significado e referente. Uma explicação, rasa para o nível do autor, mas complexa para a maioria dos brasileiros, descreve esses dois termos de uma maneira completa: “Direita e esquerda passaram por inúmeras variações e combinações ao longo dos últimos séculos. Mas, onde quer que se perfilam com força suficiente para hostilizar-se mutuamente no palco da política, essa distinção permanece no fundo dos seus discursos: direita é o que se legitima em nome da antigüidade, da experiência consolidada, do conhecimento adquirido, da segurança e da prudência, ainda quando, na prática, esqueça a experiência, despreze o conhecimento e, cometendo toda sorte de imprudências, ponha em risco a segurança geral; esquerda é o que se arroga no presente a autoridade e o prestígio de um belo mundo futuro de justiça, paz e liberdade, mesmo quando, na prática, espalhe a maldade e a injustiça em doses maiores do que tudo o que se acumulou no passado. O fato de que tantas vezes os conteúdos dos discursos de direita e esquerda se mesclem e se confundam explica-se facilmente pela precariedade mesma de seus símbolos iniciais de referência – a antigüidade e o futuro –, os quais, não podendo dar conta da realidade concreta, exigem dialeticamente ser complementados pelos seus respectivos contrários, fazendo brotar, dentro de cada uma das duas regiões mentais em luta para distinguir-se e sobrepujar-se mutuamente, uma área que já não é antagônica à sua adversária, mas é a sua imitação“. [9] Carvalho, 2022, página 331-338; In: Foro de São Paulo – Direita e Esquerda, origem e fim

O filósofo Olavo de Carvalho rastreou a origem destas mentalidades, ao escrever que os seus símbolos iniciais de referência são antiguidade e o futuro, e que a direita e a esquerda modernas “surgem de adaptações degradantes de símbolos mitológicos, roubados à eternidade, comprimidos na dimensão temporal e transfigurados em deuses de ocasião”. Já em Plotino – filósofo platônico de língua grega antiga -, percebe-se uma mentalidade Gnóstica – investigação muito bem desenvolvida por Eric Voegelin – de transformar a Terra material no Paraíso Espiritual. Em síntese, é a definição do Ser e do Não-Ser, respaldada no Absoluto, ou seja: do germe ainda em amamentação, que cresce no hospedeiro uma ideia da necessidade do homem para que haja Deus. Esse pensamento também é presente em Erígena, ao escrever que Deus é nunc stans do homem, ou seja: Deus foi criando-se ao passo que criava o homem.

Como pensou Kolakowski: “[…] O Absoluto em Plotino é, no sentido que indicamos ‘a natureza humana’: o homem o descobre dentro de si como o seu eu verdadeiro e reconhece que a eternidade é seu lar nativo, enquanto o homem agostiniano se identifica como um ser desamparado e infeliz […] Em suma, o retorno a um paraíso perdido significa duas coisas diferentes para os dois filósofos. Para Platino, significa uma identificação como o Absoluto e pode ser atingido pelo esforço de qualquer homem“. [10]Leszek Kolakowski, 2022, Página 29, Volume I, Apêndice: “Em suma, o retorno a um paraíso perdido significa duas coisas diferentes para os dois filósofos, e eles dão implicações diferentes de … Continue reading

Esta ideia de que “[…] pode ser atingido pelo esforço de qualquer homem […]”, sobreviverá à queda do Império Romano, ao Sistema Feudal, às Reformas,às Cruzadas, às expansões marítimas e chegará a França pré revolução – passando por pensadores como Erígena, Eckhart, Nicolau de Cusa, Böhme, Angelus Silesius, Fénelon e tutti quanti, até chegar no Iluminismo. Estudiosos de Georg Hegel, prolegômenos, estavam destinados a levar adiante a filosofia hegeliana: “A filosofia deveria se tornar um ato de vontade em vez de meramente uma reflexão e interpretação, e deveria e voltar para o futuro em vez do passado”. [11]Op.cit – Página 84: “Os Prolegômenos destinavam-se a levar adiante uma revisão da filosofia da história hegeliana, ao romper com suas tendências contemplativas e retrógradas. A … Continue reading

Outro intérprete da filosofia hegeliana era Bruno Bauer que, de acordo com Kolakowski, acreditava que “a história é determinada pelo antagonismo persistente entre o que é e o que deveria ser”. [12]Op.cit – Página 87: “O princípio dessa atividade é uma negação que nunca repousa, uma crítica perpétua do que existe simplesmente porque de fato existe. A história determinada pela … Continue reading O futuro tornou-se a questão principal das filosofias pós-modernas, e, com o seu advento, um “novo homem” [13]A Família e o comunismo, Alexandra Kollontai – Os filhos e o Estado Comunista: “O homem novo, de nossa nova sociedade, será modelado pelas organizações socialistas, jardins infantis, … Continue reading  deveria ser criado – pois o mesmo homem que destruiu o mundo, irá transformá-lo no Paraíso Bíblico, caracterizado como sendo um lugar sem sofrimento, sem fome, sem problema e sem desigualdade. Ora, não seriam essas características ditas de “esquerda”?

 

 

2§ As ideias como construções sociais


 

References

References
1 Catequese dos revolucionários, 1997; ctp.244-248. (Tradução de Oleg Almeida). O texto também pode ser encontrado no prefácio do livro: Os Demônios de Dostoiévski, da editora Martin Claret.
2 Seitas Gnósticas – ou Gnosticismo – são um conjunto de correntes religiosas filosóficas oriundas da região do Mediterrâneo, durante os séculos I e II d.C, cujo princípio assenta na ideia de que cada homem é uma essência imortal que transcende o próprio homem, tendo seu início com base em filósofos como Erasmo de Roterdã: “Deus, de um modo maravilhoso e inexprimível é criado na criação à medida que ele se manifesta e se torna visível, em vez de invisível, compreensível, em vez de incompreensível, revelado, em vez de oculto, conhecido, em vez de desconhecido: quando, em vez de carecer de forma ou contorno, ele se torna belo e atraente; de superessencial, ele se torna essencial, de sobrenatural ele se torna natural, e não-contingente passa a contingente e acidental: de infinito passa infinito, de ilimitado passa a ser limitado, de atemporal se faz temporal, deixando de estar fora do espaço passa a estar localizado no espaço jogando, de Criador de todas as coisas se torna aquilo que é criado em todas as coisas”. (III, 17)
3 Carvalho, 2022, página 31, O Saber e o enigma – Introdução ao estudo dos esoterismos: “Ou os símbolos são a linguagem do próprio eterno e o canal do seu ingresso na esfera temporal, ou toda a pretensão de falar do eterno só nos aprisiona mais e mais na esfera temporal”.
4 Op.cit – página 33
5 Stephen Hicks, 2021, página 39, Guerra Cultural – editora Avis Rara
6 Professor Alysson Mascaro, 2021, palestra: entenda o que é esquerda, disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=enm061s0Tzc
7 Luiz Philippe de Orléans e Bragança, 2017, página 117
8 Stephen Hicks, 2021, Página 84. Quando Hicks refere-se ao socialismo na China, faz referência ao Mao-Tsé-Tung e, no caso de Camboja, ao Pol Pot.
9 Carvalho, 2022, página 331-338; In: Foro de São Paulo – Direita e Esquerda, origem e fim
10 Leszek Kolakowski, 2022, Página 29, Volume I, Apêndice: “Em suma, o retorno a um paraíso perdido significa duas coisas diferentes para os dois filósofos, e eles dão implicações diferentes de como deve ser alcançado o ponto final para Platino, significa uma identificação com o Absoluto, e pode ser atingido pelo esforço de qualquer homem”.
11 Op.cit – Página 84: “Os Prolegômenos destinavam-se a levar adiante uma revisão da filosofia da história hegeliana, ao romper com suas tendências contemplativas e retrógradas. A filosofia deveria se tornar um ato da vontade em vez de meramente uma reflexão e interpretação, e deveria se voltar para o futuro em vez do passado. De acordo com Cieszkowski, o racionalismo de Hegel havia proibido a filosofia de considerar o que haveria de ser, e a ordenou que se contentasse com que havia sido”.
12 Op.cit – Página 87: “O princípio dessa atividade é uma negação que nunca repousa, uma crítica perpétua do que existe simplesmente porque de fato existe. A história determinada pela antagonismo persistente entre o que é e o que deveria ser, com este último componente sendo expresso pelo Espírito em sua busca de autoconsciência”.
13 A Família e o comunismo, Alexandra Kollontai – Os filhos e o Estado Comunista: “O homem novo, de nossa nova sociedade, será modelado pelas organizações socialistas, jardins infantis, residências, creches para as crianças, etc, e muitas outras instituições desse tipos nas que a criança passará a maior parte do dia e nas que educadores inteligentes o converterão em um comunista consciente da magnitude dessa inviolável divisa: solidariedade, camaradagem, ajuda mútua e devoção à vida coletiva”.
Jorge Teixeira

Jorge Teixeira nasceu em Guaratinguetá, SP, mora em Campinas. É aluno do COF desde 2020. Em setembro de 2021, tornou-se aluno da deputada estadual Ana Campagnolo. Protestante, nutre gosto por história e filosofia.

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