Salão do livro político: a importância da consciência histórica – parte I

  • Rodolfo Melo
  • 5 jan 2022

O salão do livro político, é uma realização da editora Boitempo e da PUC-SP, com apoio das fundações: Abramo, Edições SESC, Rosa Luxemburgo, etc. Tem por objeto cursos, debates, lançamentos, entrevistas, e conta com mais de 68 editoras, entre as principais: UNESP, MartinsFontes, Perspectiva, Leya, EDUC, edições SESC, Cortez, Boitempo, etc. Os cursos do salão acontecem desde a terceira edição, e já tiveram como tema: “o Capital”, em 2017, “teorias da revolução”, em 2018, e em 2019 “a obra de Paulo Freire”. O ano de 2021 teve como tema: “Fascismo: ontem e hoje”. Como podemos ver, é uma grande estrutura que reúne os principais expoentes do pensamento “Marxiano”. Cada dia há um tema diferente, com palestrantes diversos. Não só isso: o curso é um complemento de um lançamento editorial. Entre os livros lançados nesta edição, teve-se: “A ética da grande estética de Lukács”, “Minha Valente Avó e Mirela, de Ana Prestes”, “Mulheres Negras e Marxismo”, “Operação Lava Jato e luta de classes”, “Paulo Freire nos versos do cordel”, etc.

Falemos então sobre a aula 1. Seu tema foi: “O fascismo, o integralismo e o Brasil na década de 1930”. Teve como primeiro debatedor Antonio Rago Filho. Gostaríamos de ressaltar um pouco do seu currículo lattes, para advertir, como sempre viemos fazendo, que é preciso entender a diferença entre “Marxianos” e “Marxistas” [1] Para um melhor esclarecimento: https://jornalcidadaniapopular.com.br/uma-teoria-critica-a-importancia-de-lermos-os-marxistas-parte-ii/   – pois os primeiros, longe do que a grande maioria acredita, são grandes estudiosos e intelectuais, com vasta produção científica-acadêmica.

Antonio Rago é graduado em Ciências Políticas e Sociais pela Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (1976), possui mestrado em História pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (1989) e doutorado em História pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (1998). Atualmente é professor titular do Centro Universitário Fundação Santo André e professor titular da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, atuando principalmente nos seguintes temas: ontologia histórico-imanente de Marx e Lukács, ditadura militar, a Arte de Astor Piazzolla e Pino Solanas, Estética e Revolução social de Espanha.

Participou da organização de diversos eventos, entre os quais: “RAGO FILHO, A. ; INFRANCA, Antonino ; MAZZEO, A. C. . Trabalho, indivíduo e História: o conceito de trabalho em Lukács. 2016. (Outro)”, “MESZAROS, István ; MAZZEO, Antonio Carlos ; DOREA, Kim ; SILVEIRA, Paulo ; RAGO FILHO, A. . István Mészáros: o conceito de dialética em György Lukács e o enigma do Estado. 2013. (Outro)”, “MESZAROS, István ; MAZZEO, A. C. ; RAGO FILHO, A. ; DORIA, KIM . István Mészáros: a montanha que devemos escalar: reflexões sobre o Estado. 2013. (Outro)”, “HARVEY, David W. ; BOCCHI, João Ildebrando ; PAULANI, Leda ; DORIA, KIM ; JINKINGS, I. ; RAGO FILHO, A. . David Harvey: O enigma do capital e as crises do capitalismo. 2012. (Outro)”, etc. [2] Todas essas informações estão disponíveis em: https://www.escavador.com/sobre/1480657/antonio-rago-filho

Participou da banca de incontáveis alunos, desde mestrados em História, Ciências Sociais, Sociologia, passando por Filosofia, até Educação, Arte e História da Cultura. Escreveu inúmeros artigos, livros, e prefácios – aos quais fazem um volume tamanho que inviabiliza citarmos aqui. A vastidão, e a abrangência, de sua produção científica é, sem sombra de dúvidas, maior do que 99% da intelectualidade conservadora – e só isso basta para entendermos que jamais devemos subestimar os nossos adversários. Uma das coisas que cabe destacar  é como a intelectualidade marxiana tem uma consciência profunda do papel que lhe cabe como intelectual, e do exercício de sua função hierárquica.

Nesta aula-curso, fica claro como os marxianos não só debatem e discutem sobre as ideias e a história dos seus adversários –  direita-integralista, num paralelo com a direita atual -, mas também, numa crítica severa e séria, sobre a própria ideia de esquerda – onde ela errou e qual as próximas tarefas que deve cumprir. Não só isso; esse debate é uma prova viva do que já tratamos em nosso artigo [3] https://jornalcidadaniapopular.com.br/por-que-a-burguesia-neocon-nunca-vence-uma-teoria-critica-parte-ii/ , a saber: o papel da intelectualidade é levantar problemas, suscitar questões, e, a partir deles, formular uma linguagem comum para a militância e a massa. Deixemos então que o curso fale por si só.

O Rago começa a aula dizendo que a geração integralista de 1932 foi “uma frente de direitas”. Ele vai citar três autores, que, segundo ele, fazem parte dos teóricos do integralismo, qual sejam: Plínio Salgado, Miguel Reale e Gustavo Barroso. Mesmo que o Rago faça uma distorção total do pensamento filosófico do nosso grande Filósofo Miguel Reale, fundador da Revista Brasileira de Filosofia [4]Revista essa que foi o marco histórico-filosófico de nosso país, produzindo as ideias mais divergentes, as mais diversas correntes  – e os mais diversos intelectuais -, permitindo que … Continue reading , não deixa de ser admirável que ele o conheça e cite algumas passagens de seus livros. Esse fato se torna mais admirável ainda quando podemos constatar que a intelectualidade conservadora, em quase sua totalidade, desconhece por completo os intelectuais marxianos brasileiros da década passada.

Pois bem, o Rago continua dizendo que o Plínio Salgado tinha um pensamento “regressivista”, e que entre os três teóricos há diferenças em suas interpretações de mundo. Segundo Rago, o fascismo alemão traz o componente “imperialista de uma burguesia do capital financeiro , tendo apoio das camadas médias, com um plano de expansão”. O Rago vai dizer – e é aqui onde o intelectual se distingue da militância – que é preciso entender que o integralismo não foi um movimento fascista, já que “essas condições econômicas, sociais, e políticas, da Alemanha e Itália, não são as mesmas do Brasil, pois o Brasil não tinha o capital imperialista numa forma expansiva de desenvolvimento do capital industrial financeiro”.  Em outras palavras: o Brasil não tinha uma elite financeira, uma burguesia financeira, que fomentasse o desenvolvimento de uma indústria, do livre mercado – já que, na época, o país era uma economia agrícola-cafeeira.

Por isso, diz o Rago, que o Plínio reconhece a falência do liberalismo – tendo de ser substituído por outra coisa -, propondo assim o “Estado integral”. Para o Plinio, esse Estado teria de ser visto pela situação da nossa geografia. Para o Rago, o Plínio entende que o imperialismo e o estágio avançado do capital industrial pretendem a divisão do mundo. Haveria então de ter uma resposta para essa destruição do liberalismo, de maneira a mostrar que o domínio de partidos no Estado não representa a “brasilidade”. Assim, o Rago fala que “o integralismo é uma utopia reacionária, porque é irrealizável, já que pretende um país somente de pequenos proprietários”. Em sua visão, o Brasil surge enquanto “expansão do capital comercial, que já trazia o liberalismo, o racismo, o extermínio, desde o começo”. Por isso, “quando o presidente atual disse que nós temos que realizar um Brasil econômico nas terras dos povos originários, e nos quilombos, dizendo também que um quilombola pesava, talvez, uns 7 arrobas, ele usou a expressão dos colonizadores – que falavam assim da força de trabalho dos povos originários”.

É bem interessante notar que a intelectualidade marxiana, ao contrário do que se propaga, não tem uma visão tão positiva da semana de 22, pois, segundo o Rago, “todos sabem que ela não teve esse impacto, inclusive os aplausos foram inventados pelos próprios artistas, financiados pela burguesia do café, tendo, a partir daí, a presença da literatura conservadora, da literatura reacionária”. Bem, como essa passagem nos deixa claro é que a intelectualidade marxiana relaciona o conservadorismo ao reacionarismo, a partir do integralismo, e de uma visão de que esse integralismo é financiado pelo “capital comercial”,  de “pequenos proprietários” [5] O que hoje chamaríamos de classe média, ou o produtor rural. , que associa-se a um tipo de “Estado integral”.

Para o Rago, o Plínio teoriza esse “Estado integral” como uma resposta latino-americana ao capital imperialista. Ele teria visto então que as civilizações se desenvolvem em dois ramos: o geológico e o geográfico. Estes são aqueles países destinados a “pequenas propriedades rurais, por terem sido colonizados, e, consequentemente, não terem matéria prima para a industrialização – e este seria o caso do Brasil”. A partir de então, para apresentar a teoria do “Estado integral”, o Rago começa aqui a citar o livro do Plínio. Estaríamos assim, no Brasil, num “capitalismo primevo”, em que essa produção dos pequenos proprietários é “arrasada por uma indústria artificial”. Seríamos um país agrícola, da “pequena propriedade”, por fatalidade geográfica, e, por isso, nós teríamos de “buscar a verdade essencial da terra e da raça”.

Ele continua a citar o Plínio, dizendo que “o Brasil é uno e individual. Uno porque as regiões precisam uma das outras, e elas, em conjugação harmônica, concretizam as potencialidades materiais do conjunto. O país reencontra a si mesmo vivendo com a sua personalidade essencial da terra”. O Rago comenta que é “por isso que o seu slogan era “rumo a terra”; por isso que o curupira tem os pés voltados para trás, porque quando ele anda ele vai para o sertão, para a terra brasileira”. É individual porque “trabalhando no sentido das determinações naturais, o país reencontra a si mesmo na verdade da raça, no seu denominador comum étnico: o índio”.

Assim, segundo ele, o Plínio diz que não se deve “transportar para o Brasil nem o comunismo, nem o fascismo, nem qualquer outro sistema, mas que o Brasil tem de criar uma autonomia autoarquizante, desenvolvendo um sentimento nacional. Esse sentimento “seria o anti-imperialismo, porque era criar um Brasil para o seu próprio povo”. O indivíduo “deve ser considerado sob 3 aspectos: força moral, força econômica e força política – e isso cria o indivíduo integral. A força moral é o centro da família, daí o slogan da “família” e da “pátria””.

Façamos aqui uma pausa em nossas citações. Embora o Rago distorça completamente o que é o conservadorismo, a sua análise será precisa, caso a apliquemos a intelectualidade neocon – a qual chamamos de burguesia neocon. Ora, qual é o lema que a burguesia neocon que forçar ao conservadorismo, senão “pátria e família”? Não é justamente essa defesa da “moral”, dos “costumes”, do “patriotismo”, que a burguesia neocon usa para dizer que é conservadora? Esse pensamento não é nada mais do que o pensamento da burguesia neocon e do militarismo brasileiro. Explique-se: contra o imperialismo – podendo aqui também ser substituído por “comunismo” – teríamos de criar uma “brasilidade”. Como faríamos isso? Através de um sentimento nacional, patriótico.

O patriotismo viria da terra, da natureza, das pequenas propriedades rurais – que chamamos hoje de agronegócio. Assim, a nossa força econômica seria aquela que organizaria as várias terras, que por precisarem dos negócios umas das outras, em um conjunto harmônico. O sentimento dessa nacionalidade, dessa organização, seria dado por uma força política, uma força nacional, una, “autoarquizante”; ela seria, pois o “Estado integral”, Estado forte, que nos dá o sentimento de ser uma unidade nacional, “autónoma”, que harmoniza e preserva o interesse de todo o conjunto. Caberia então a força moral, aos costumes familiares, ser o “denominador comum étnico” – sanguíneo – , ser um só povo, uma só raça: a brasileira.

Esse é o típico pensamento da burguesia neocon e do militarismo brasileiro: Estado-político unificador do sentimento nacional, do interesse nacional; família-moral como elemento étnico de uma só raça, um só povo; economia-territorial como organizadora de regiões diversas, de riquezas naturais diversas. É impressionante como a teoria do Rago, caso bem aplicada – retirando seus elementos ideológicos – , pode analisar o neoconservadorismo brasileiro como nenhum intelectual conservador conseguiu.

Voltando ao nosso assunto principal, o Rago vai continuar dizendo que “o integralismo tem a tese de que a revolução está na regressividade. É uma revolução espiritual, moral, mas desde que volte para trás, para a nossa base – que está no indivíduo, na família e no índio”. Por fim, ele nos lembra que “o Miguel Reale é pai do Miguel Reale Júnior, que tirou a Dilma no processo de impeachment, é ligado aos militares, que fez a campanha do Bolsonaro, e que, agora, é um dos que estão querendo tirar o Bolsonaro” . Retirando o conteúdo ideológico da sua fala temos aquilo que nós, conservadores, sempre mencionamos, mas nunca desenvolvemos, qual seja: o Estamento burocrático, tese do Raymundo Faoro. O Miguel Reale Júnior seria um dos integrantes do Estamento burocrático [6] Que o Rago chama de “burguesia financista” , que escolhe, ou derruba, o representante nacional, conforme o interesse deste mesmo Estamento, da burocracia governante.

Encerrada a aula do Antonio Rago, vamos para a segunda palestrante, a saber: Marly Vianna – da qual falaremos em nossa parte II

References

References
1 Para um melhor esclarecimento: https://jornalcidadaniapopular.com.br/uma-teoria-critica-a-importancia-de-lermos-os-marxistas-parte-ii/
2 Todas essas informações estão disponíveis em: https://www.escavador.com/sobre/1480657/antonio-rago-filho
3 https://jornalcidadaniapopular.com.br/por-que-a-burguesia-neocon-nunca-vence-uma-teoria-critica-parte-ii/
4 Revista essa que foi o marco histórico-filosófico de nosso país, produzindo as ideias mais divergentes, as mais diversas correntes  – e os mais diversos intelectuais -, permitindo que houvesse, no Brasil,  uma geração de ouro da década de 50 até os anos 2000.
5 O que hoje chamaríamos de classe média, ou o produtor rural.
6 Que o Rago chama de “burguesia financista”
Rodolfo Melo

Rodolfo Melo nasceu em João Pessoa – PB; é Presidente e Editor Chefe do Jornal Cidadania Popular; aluno do COF desde 2016, tendo feito também o curso “PSICOLOGÍA DE LA TEMPLANZA”, com o Psicólogo Tomista Martin Echavarría.

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