A proposta do Jornal Cidadania Popular de separar o filósofo Olavo de Carvalho do olavismo: uma problematização crítica-epistemológica carvalhiana

  • Rodolfo Melo
  • 11 mar 2026

O objetivo deste artigo é iniciar uma série de breves esboços-críticos que, neste ano de 2026, o Jornal Cidadania Popular passará a publicar, a fim de revisar e transcrever as respostas e análises críticas que realizamos no Instagram [1] Ver: JORNAL CIDADANIA POPULAR. Perfil no Instagram: @jornalcidadania. Disponível em: https://www.instagram.com/jornalcidadania/. Acesso em: 09 mar. 2026. (sobretudo nos destaques “O Imbecil Coletivo da Direita”), de modo a problematizar criticamente os processos e etapas que as elaboram. Todavia, ainda que revisadas e problematizadas, os processos de rigor metodológico desta série tem um nível de formalização e de sistematização intra-lógica mais reduzida, maleável, aberta e fluida, quer dizer, aproximam-se mais de um protótipo ensaístico do que de um rascunho (pré-projeto) acadêmico.

Desde 2023, o Jornal Cidadania Popular problematizou criticamente a proposta de separar o filósofo Olavo de Carvalho (1947-2022) do olavismo. No ano de 2024, em resposta a uma indagação de um seguidor, decidimos aproveitar a ocasião para gravar um vídeo [2] MEDEIROS, Rodolfo Melo de. Caminhos críticos para separar Olavo de Carvalho do olavismo. 22 maio. 2024, Jornal Cidadania Popular. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=ZHmnys9eEY4. no qual pudéssemos comentar, de modo mais articulado, o que seria tal proposta. Todavia, passados alguns anos, ainda surgem algumas dúvidas sobre o que seria separar (e por quais caminhos) o estudo científico da filosofia do filósofo Olavo de Carvalho (filosofia carvalhiana) do movimento olavista que dele se insurge.

Nesse sentido, em um comentário no Instagram, um seguidor nos indagou:

Concordo com a ideia de que o Olavo teria criado a nova direita brasileira; ele mesmo se posicionava assim. Contudo, se não se separar o estudo do filósofo e sua filosofia do escopo estrito do intelectualismo político, a obra dele ficará fadada ao ostracismo! Acredito que se o Olavo tivesse vivido para ver os rumos que seu projeto de ideias políticas tomou e como seus alunos mais influentes foram um fracasso monumental – não aprendendo, de fato, nada com ele, e por pura má vontade e ego mesmo —, ele não apenas se arrependeria amargamente, mas revisaria toda a sua obra política, concebendo algo bem mais maduro, específico e direcionado. Infelizmente, na política, vale mais quanto barulho se faz e, na mesma medida, o quão filha da puta se é. O Olavo era um homem de boas intenções, mesmo com seus equívocos — por mais críticos que tenham sido. E ele era “entendido’ o suficiente pra purgar tudo isso…se tivesse tido tempo!” (sic).

Pois bem, foi inspirado no projeto marxológico do sociólogo e historiador Maximilien Rubel (1905-1996), que tentou separar o estudo científico da obra marxiana do movimento político (marxista) que se insurge dela (deteriorando ou reduzindo suas categorias), e do filósofo e sociólogo Raymond Aron (1905-1983), cuja magnânima obra (“O marxismo de Marx”) foi escrita no intuito de distinguir cientificamente a obra do filósofo e sociólogo Karl Marx (1818-1883) dos movimentos marxistas posteriores, que o Jornal Cidadania Popular problematizou criticamente a proposta de separar o filósofo do movimento sociocultural que dele se insurge, e que nele se ancora.

Segundo Rubel:

Quando Marx tomou conhecimento, no final de sua carreira, dos primeiros ecos de seu trabalho teórico, ele disse a um amigo que precisaria empregar vinte secretários para refutar tudo o que havia sido dito ou escrito sobre ele. Hoje, depois de cem anos de “discídia em torno de Marx”, seria necessário muito mais […] Não há, nos escritos publicados e inéditos de Marx, o menor vestígio de um projeto de fundação. Afirmar, por exemplo, que “Marx é o fundador do marxismo” seria simplesmente motivo de riso se essa fórmula absurda em si não se encontrasse em publicações tão sérias quanto algumas grandes enciclopédias impressas em muitos países”. [3]RUBEL, Maximilien. Et si Marx était le premier antimarxiste?. [Entrevista concedida a] Jean-Paul Kauffmann. Le Matin, 30 mar. 1983. Entrevista originalmente publicada em Le Matin. Consultada em … Continue reading

Ainda de acordo com Rubel, era preciso:

[…] fazer justiça ao espírito científico que permeia a teoria social de Marx, sem distorcer sistematicamente seu trabalho […] fazer respeitar o último desejo de Marx protestando contra a usurpação de seu nome para fins ideológicos e políticos, mas também se levantando contra a identificação quase religiosa da suposta consciência dos escravos modernos com uma teoria abusivamente batizada de “marxismo” […] Esta é a razão da insistência que coloco em lembrar o último aviso de Marx: “O que é certo é que não sou marxista”. Não se trata de uma piada, mas de uma proibição absoluta, de acordo com um ensino científico […]”. [4]RUBEL, Maximilien. L’agonie posthume de Karl Marx [Entrevista concedida a] Olivier Corpet e Thierry Paquot. Le Monde, suplemento Le Monde Dimanche, 10 abr. 1983. Entrevista originalmente publicada … Continue reading

A ideia, pois, de realizar uma iniciativa similar surgiu quando, a partir de 2022, este Jornal começou a produzir o estudo científico das detrações contra Olavo de Carvalho. O cientista político Alvaro Bianchi, um dos principais marxianos-gramscianos brasileiros vivos, alegou (em uma entrevista concedida no ano de 2018 [5]BIANCHI, Alvaro. Olavo de Carvalho é um efeito da nova direita e não sua causa. Entrevista especial com Alvaro Bianchi. [Entrevista concedida a] Patricia Facchin. Instituto Humanitas Unisinos, São … Continue reading) que Carvalho era efeito do movimento político da “nova direita”, assinalando (em entrevista concedida em 2021 [6]BIANCHI, Alvaro. Olavo de Carvalho e a guerra cultural das novas direitas: entrevista com Alvaro Bianchi. [Entrevista concedida a] Aline Vanessa Zambello; Ivan Henrique de Mattos e Silva; Josnei di … Continue reading) que Carvalho teria, até mesmo, sido o responsável pela criação de tal movimento. Como os discursos das detrações são regidos por conceitualidades [7]Ver: MEDEIROS, Rodolfo Melo de. Tratado expositivo da incompreensibilidade crítica-acadêmica a Olavo de Carvalho. Jornal Cidadania Popular, João Pessoa, 24 jun. 2023, parte I. Disponível em: … Continue reading, que, por sua vez, replicam-se numa mútua interpenetração contínua, outros detratores passaram a escrever que o movimento político da “nova direita” (que surge a partir de 2013) era fruto direto de Carvalho.

A partir de então, este Jornal passou a analisar que esse tipo de associação desencadearia consequências desastrosas para a obra filosófica carvalhiana, uma vez que, se o movimento político-intelectual era fruto direto de Carvalho, seus erros e acertos recairiam também sobre o filósofo, o que acabaria, por conseguinte, relegando, ofuscando e deteriorando a sua obra filosófica (que foi a maior do século XXI). Se pegarmos, por exemplo, a grande maioria das detrações ‘publicizadas’ contra Carvalho (sobretudo em redes sociais ou YouTube), veremos que elas não conseguem direcionar uma crítica sequer ao filósofo, limitando-se a criticar o ambiente intelectual-político e político-intelectual direitista, que, supostamente, teria sido fruto da criação de Carvalho (o chamado “olavismo”). O historiador marxiano José Paulo Netto destaca que, segundo relatos do filósofo e sociólogo Friedrich Engels (1820-1895), Marx, em certa ocasião, ficou possesso por ser chamado de “marxista”, e, batendo na mesa, teria dito “eu não sou marxista”.

Segundo Paulo Netto:

[….] a partir da segunda metade dos anos 1870, Marx tornou-se uma espécie de consultor muito procurado por militantes socialistas e revolucionários de vários países. Também de fins dos anos 1870 a inícios dos 1880 são claros os sinais da ironia e da irritação de Marx com as querelas entre seus seguidores sectários e/ou vulgares e oponentes do mesmo quilate – desses sinais, bem conhecido é o que lhe teria provocado a tirada famosa: “Tout ce que je sais, c’est que je ne suis pas marxiste” (Tudo o que sei é que não sou marxista)”. [8] PAULO NETTO, José. Karl Marx: uma biografia [recurso eletrônico]. São Paulo: Boitempo, 2020, p.660 [grifos nossos].

Tendo isso em vista, se estivermos falando do movimento intelectual, da abertura bibliográfica, do repertório linguístico e simbólico, do horizonte de consciência, da incidência cultural-gramatical, em suma, da quebra das linhas de força da hegemonia intelectual, então podemos sim afirmar que Carvalho teria sido responsável pela criação da chamada “nova direita”. Contudo, no que diz respeito a proposta de separação, é preciso fazer uma ruptura ainda mais radical do que apenas separar Carvalho do movimento sociopolítico (o olavismo), pois não se faz necessário apenas separar a obra filosófica carvalhiana do que o seguidor chamou de “intelectualismo político”, mas também separar o filósofo da concepção que os “alunos” (olavistas) instanciaram em torno do filósofo Olavo de Carvalho, ou seja, a fusão (reducionista) do filósofo com o movimento sociocultural da “nova direita”, que ele deu vazão (a quebra da força intelectual hegemônica dos jornalistas e professores universitários).

Quanto a ideia de que, se tivesse visto “os rumos que seu projeto de ideias políticas tomou e como seus alunos mais influentes foram um fracasso monumental”, Carvalho teria se arrependido amargamente e revisado toda a “sua obra política”, a situação assume uma gravidade ainda mais aguda, pois Carvalho não tinha, nem de longe, uma “obra política”, no sentido de uma unidade temática-organizacional transparente ou translúcida. Além de ter um filosofar a-sistemático, Carvalho não apenas não formalizou o intra-contexto paradigmático de sua filosofia, mas também não formalizou a unidade sistêmica interna de temas e subtemas que rege e institui a multiplicidade aparente dos ramos desconexos de sua obra filosófica. Assim, quando os conceitos de um filósofo, sobretudo um filósofo “não-sistemático” (como era o caso de Carvalho), são popularizados, antes mesmo de serem epistemologicamente problematizados, eles são plataformizados e deturpados, pois o ambiente público considerará o conceito como algo pronto, fechado, com sentido e referente plenamente estruturado.

Decorrente disso, a filosofia carvalhiana não está apenas em estado a-sistemático, mas também a-formalizado e a-semantizado (a sistematização de uma obra só acontece após a consolidação da formalização, processo que é posterior a semantização), a ponto da conversa pública deixar de lado o equacionamento do quadro metodológico no interior do qual o conjunto das questões, que os conceitos contém de modo compactado, é esclarecido. Não tendo uma vanguarda (comunidade) de pesquisadores carvalhianos, capazes de semantizar, formalizar epistemologicamente e sistematizar seu filosofar, os conceitos de Carvalho não foram escavados, a fim de que, reconstruindo e parametrizando o paradigma filosófico carvalhiano, fosse instanciada a ciência normal de discussão em torno de sua obra filosófica, da qual não seria possível enunciar ou desenvolver algo sem considerar as observações e descrições que ela permitiu e firmou.

Por exemplo, no dia 16 de maio de 2025, o detrator e crítico-falsificador Martim Vasques da Cunha escreveu um texto no qual (mencionando que a “maior pretensão” do filósofo era não só “alterar o que reconhecemos como o ser humano, em especial o brasileiro, em um discurso politizado que resolveria todos os problemas estruturais da sociedade brasileira com ações extremas e radicais” [9]CUNHA, Martim Vasques da. A tragédia da nova direita brasileira: a versão “redux” de um texto que deu o que falar. Substack, 16 maio. 2025. Disponível em: … Continue reading, mas também criar uma elite intelectual “reunida por meio de uma devoção peculiar ao redor do seu professor, que lhes daria a certeza de que são tocados por uma iluminação celestial” [10] CUNHA, Martim Vasques da. A tragédia da nova direita… Op.cit., p.19. , a partir da qual “entenderiam que o centro do poder é igual ao centro da verdade” [11] Ibidem. ) falsifica a noção de intelectualidade em Olavo de Carvalho, uma vez que não menciona ou explica, em nenhuma parte do texto, que o conceito carvalhiano (“Elite Intelectual”) está profundamente gramaticalizado pela temática da Identidade nacional, que é tensionada no quadro metodológico da filosofia carvalhiana da cultura e, por sua vez, inter-contextualizada paradigmaticamente pela ontologia axio-antropológica carvalhiana.

Da mesma forma, se a filosofia carvalhiana fosse formalizada epistemologicamente, Vasques, ao asseverar que os comentários políticos de Carvalho tinham por expectativa o “ódio organizado” [12] CUNHA, Martim Vasques da. A tragédia da nova… Op.cit., p.22. como tática de devoção “irracional da nova direita a um líder providencial” [13] CUNHA, Martim Vasques da. A tragédia da nova… Op.cit., p.20. , sem mencionar nada da fenomenologia antropraxeológica, seria tratado como o farsante intelectual que é. Portanto, ao contrário de ser algo óbvio, as respostas para as perguntas “o que é a filosofia carvalhiana?”, “o que faz com que essa filosofia capacite Olavo de Carvalho para se denominar como filósofo?”, “qual a dimensão e importância que essa filosofia tem na história da filosofia?”, “qual as contribuições que essa filosofia lega para o debate filosófico?”, não apenas não foram respondidas pela Imbecilidade Coletiva de “alunos” (olavistas), mas não foram sequer problematizadas.

Por exemplo, se pegarmos o curso antigo de Carvalho, denominado “Teoria do Estado”, iremos (tanto pela nomenclatura quanto pela ementa disciplinar fornecida por Carvalho) tratá-lo como um curso de ciência política, quando, na bem verdade, apenas algumas poucas aulas podem ser classificadas dentro de tal temática. Isso acontece porque a ciência política carvalhiana não pode ser separada da filosofia política (ontologia política) carvalhiana, a qual, por sua vez, é intrinsecamente indissociável da fenomenologia antropraxeológica carvalhiana. Assim, Carvalho não tem uma “obra política”, mas sim comentários ou análises políticas esparsas, compendiadas e reunidas em livros desordenados logicamente e tematicamente.

Ademais, como Carvalho teve a estapafúrdia ideia de fazer de sua página do Facebook um “diário”, projeto que, devido a própria lógica da plataforma, é impossível de ser efetivado, ele perdeu anos e anos com personagens e assuntos inúteis da pequena política (no sentido gramsciano do termo), que, ao invés de servirem como um diário reflexivo-processual de seu filosofar, ajudaram a deteriorar ainda mais o conjunto de questões que seus conceitos compactavam. Por exemplo, no dia 01 de janeiro de 2025, o crítico-falsificador Paulo Cruz, mencionando um post de Facebook de Carvalho (datado de 19 de abril de 2020), recorta do post o termo “revolução brasileira” e deturpa seu conceito, enunciado-o como uma “visão ideológica, visão messiânica da política, que [Eric] Voegelin chamava de imanentização do eschaton cristão, uma tentativa de fazer cumprir, na Terra, o que só será cumprido no Céu”. [14]CRUZ, Paulo. Minha carta aos brasileiros (sobretudo os de direita). Gazeta do Povo, Curitiba, 01 jan. 2025. Disponível em: … Continue reading

Com isso, Carvalho não pôde revisitar e revisar seus escritos publicados, nem, muito menos, as transcrições ou gravações de seus cursos, para não mencionar, é claro, os debates intelectuais (via trocas de mensagens, artigos, livros, seminários, emails, etc) que poderia ter travado com os interlocutores mais sérios de sua época (como, por exemplo, com o filósofo Wolfgang Smith (1930-2024), com o poeta Bruno Tolentino (1940-2007), com o jusfilósofo Miguel Reale (1910-2006), com o filósofo Lorenz Bruno Puntel (1935-2024), com o filósofo Roger Scruton (1944-2020), com o crítico-cultural Roger Kimball, com o cientista político Ellis Sandoz (1931-2023), com o pesquisador Eugene Webb, com o filósofo Mendo Castro Henriques, com o filósofo Américo José Pinheira Pereira, etc).

Assim, não é preciso apenas separar a obra filosófica carvalhiana do movimento sociopolítico, mas também (e sobretudo) separar o filósofo Olavo de Carvalho do movimento intelectual-político que foi erigido como representante intelectual dele (que o Jornal Cidadania Popular designa como “O Imbecil Coletivo de olavistas”), e, por sua vez, da concepção que eles circulam, a saber, que o filósofo e sua obra filosófica devem ser lidos, tratados e compreendidos pelos frutos socioculturais que teriam possibilitado ou criado (a quebra da hegemonia, a transformação de vidas, a mudança de “personalidades”, o desenvolvimento pessoal e familiar, a abertura bibliográfica, a facilitação da expressividade técnica da filosofia para o homem comum, o despertar de pessoas para os estudos ou para a vida católica, etc). Portanto, separar o filósofo do movimento intelectual olavista é separar o estudo científico da obra filosófica carvalhiana do movimento intelectual-político (a Imbecilidade Coletiva de alunos olavistas) ou sociopolítico (o olavismo, no geral, e bolsonarismo) que se insurge dela e nela se ancora e se escora.

Falar, pois, na separação é falar que a filosofia do filósofo Olavo de Carvalho não são seus “alunos” (principalmente os mais próximos e famosos), não é a transformação que ele teria feito na vida de cada pessoa que se diz “aluna” dele, ou, muito menos, o movimento sociocultural e sociopolítico que nasce precocemente (como Carvalho gostava de chamar) dele, mas sim a filosofia do filósofo Olavo de Carvalho (denominada filosofia carvalhiana), prática filosófica (epistemologia filosófica carvalhiana) cujo arco cíclico-reflexo [15] Ver: MEDEIROS, Rodolfo Melo de. Qual o livro filosófico de Olavo de Carvalho e o que é o COF?. 27 dez. 2023, Jornal Cidadania Popular. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=hgqqTAZjbb8. é imanentemente constituído e edificado na revisitação do filosofar (fenomenologia carvalhiana da consciência enquanto atividade criterológica dos candidatos a métodos filosóficos), ato que se desdobra internamente e se distingue em intra-contextos paradigmáticos (como, por exemplo, a metafísica carvalhiana da ordem, a metafísica carvalhiana do ser, a epistemologia científica carvalhiana, a ontologia axio-antropológica carvalhiana, a ontologia tipológica da psique humana, etc), formas paradigmáticas cujas determinações e suprassunções categoriais são intrinsecamente estruturadas pela ontologia carvalhiana do ser

 

 

Estrutura dos níveis hierárquicos da Prática filosófica carvalhiana. Gráfico elaborado pelo próprio autor deste artigo, a partir de formalização epistemológica do filosofar carvalhiano.

Estrutura dos níveis hierárquicos da Prática filosófica carvalhiana. Gráfico elaborado pelo próprio autor deste artigo, a partir de formalização epistemológica do filosofar carvalhiano.

References

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1 Ver: JORNAL CIDADANIA POPULAR. Perfil no Instagram: @jornalcidadania. Disponível em: https://www.instagram.com/jornalcidadania/. Acesso em: 09 mar. 2026.
2 MEDEIROS, Rodolfo Melo de. Caminhos críticos para separar Olavo de Carvalho do olavismo. 22 maio. 2024, Jornal Cidadania Popular. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=ZHmnys9eEY4.
3 RUBEL, Maximilien. Et si Marx était le premier antimarxiste?. [Entrevista concedida a] Jean-Paul Kauffmann. Le Matin, 30 mar. 1983. Entrevista originalmente publicada em Le Matin. Consultada em transcrição digital no Marxists Internet Archive. Disponível em: https://www.marxists.org/francais/rubel/works/1983/rubel_19830330.htm. Acesso em: 27 nov. 2025 [citado na p.2, tradução nossa, grifos nossos].
4 RUBEL, Maximilien. L’agonie posthume de Karl Marx [Entrevista concedida a] Olivier Corpet e Thierry Paquot. Le Monde, suplemento Le Monde Dimanche, 10 abr. 1983. Entrevista originalmente publicada em Le Monde Dimanche. Consultada em transcrição digital no Marxists Internet Archive. Disponível em: https://www.marxists.org/francais/rubel/works/1983/rubel_19830510.htm. Acesso em: 27 nov. 2025 [citado na p.1-2, tradução nossa, grifos nossos].
5 BIANCHI, Alvaro. Olavo de Carvalho é um efeito da nova direita e não sua causa. Entrevista especial com Alvaro Bianchi. [Entrevista concedida a] Patricia Facchin. Instituto Humanitas Unisinos, São Leopoldo, 9 dez. 2018. Disponível em: https://www.ihu.unisinos.br/categorias/159-entrevistas/585547-olavo-de-carvalho-e-um-efeito-da-nova-direita-e-nao-sua-causa-entrevista-especial-com-alvaro-bianchi. Acesso em: 19 maio. 2023.
6 BIANCHI, Alvaro. Olavo de Carvalho e a guerra cultural das novas direitas: entrevista com Alvaro Bianchi. [Entrevista concedida a] Aline Vanessa Zambello; Ivan Henrique de Mattos e Silva; Josnei di Carlo. Em Tese, Florianópolis, v. 18, n. 2, p. 67–79, set./dez. 2021. Disponível em: https://www.academia.edu/105653081/Olavo_de_Carvalho_e_a_guerra_cultural_das_novas_direitas. Acesso em: 19 maio. 2023.
7 Ver: MEDEIROS, Rodolfo Melo de. Tratado expositivo da incompreensibilidade crítica-acadêmica a Olavo de Carvalho. Jornal Cidadania Popular, João Pessoa, 24 jun. 2023, parte I. Disponível em: https://jornalcidadaniapopular.com.br/tratado-expositivo-da-incompreensibilidade-critica-academica-a-olavo-de-carvalho-parte-i/.
8 PAULO NETTO, José. Karl Marx: uma biografia [recurso eletrônico]. São Paulo: Boitempo, 2020, p.660 [grifos nossos].
9 CUNHA, Martim Vasques da. A tragédia da nova direita brasileira: a versão “redux” de um texto que deu o que falar. Substack, 16 maio. 2025. Disponível em: https://martimvasques.substack.com/p/a-tragedia-da-nova-direita-brasileira. Acesso em: 18 maio. 2025 [citado na p.19].
10 CUNHA, Martim Vasques da. A tragédia da nova direita… Op.cit., p.19.
11 Ibidem.
12 CUNHA, Martim Vasques da. A tragédia da nova… Op.cit., p.22.
13 CUNHA, Martim Vasques da. A tragédia da nova… Op.cit., p.20.
14 CRUZ, Paulo. Minha carta aos brasileiros (sobretudo os de direita). Gazeta do Povo, Curitiba, 01 jan. 2025. Disponível em: https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/paulo-cruz/carta-brasileiros-direita-racismo-liberdade/. Acesso em: 3 jan. 2025 [citado na p.4].
15 Ver: MEDEIROS, Rodolfo Melo de. Qual o livro filosófico de Olavo de Carvalho e o que é o COF?. 27 dez. 2023, Jornal Cidadania Popular. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=hgqqTAZjbb8.
Rodolfo Melo

Rodolfo Melo é Bacharel em Direito pela Faculdade de Ensino Superior da Paraíba (FESP), com a monografia “A positividade concreta como experiência axiológica do Direito em Miguel Reale”. Atualmente é pesquisador e editor-chefe do Jornal Cidadania Popular. Tem experiência na área de Filosofia, Epistemologia e Marxologia (Teoria Marxiana), com ênfase na Filosofia de Olavo de Carvalho e Mário Ferreira dos Santos, atuando principalmente nos seguintes temas: Filosofia carvalhiana (Olavo de Carvalho), Filosofia da ciência, Sociologia da ciência, Karl Marx, marxianos, marxismo e intelectualidade marxiana brasileira.

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