Ana Carrasco Conde, a Perséfone da Filosofia – curta introdução

  • Claudionor Batista
  • 21 maio 2026

A filosofia [1] N.E. Atendendo a solicitação do autor, as citações em língua estrangeira não foram traduzidas, a fim de manter a originalidade do idioma na qual foram escritas. , em sua história contemporânea, está sendo formada por diversas correntes e pessoas, das quais muitas não conhecemos, contudo, há um esforço para conhecer melhor outros filósofos de outros países, o que torna esse país uma verdadeira pólis cosmopolita — para averiguar isso basta comparar as publicações filosóficas dos anos 90 com o rico mercado filosófico atual aonde até romenos, feito Constantin Noica (1909-1987), ou japoneses, feito Kitaro Nishida (1870 – 1945), aparecem.  [2]O primeiro foi publicado por, pelo menos, três editoras diferentes: É Realizações, com seu Diário Filosófico, Academia Monergista, com Ensaios de Domingo, e Best Seller, com As seis doenças do … Continue reading Aproveitando para cobrir uma lacuna e o interesse crescente na história e ação de mulheres filósofas, e também na filosofia espanhola, escrevo essa pequena despretensiosa apresentação da grande filósofa espanhola ao público brasileiro.

Mas como introduzir uma filósofa que nem sequer têm seus textos traduzidos em português e livros que não podem ser comprados senão por importação? Para ajudar a propagação e o conhecimento de sua obra em solo nacional, usarei como base e referência o próprio site de Carrasco Conde, onde existem diversos arquivos, entrevistas e uma biografia. [3]Uma vez que também não tenho acesso aos livros, mas apenas ao material disponível na internet, peço que desculpem qualquer imprecisão ou uma falta de profundidade que, por acaso, eu cometa. Mas, … Continue reading Como diz o ditado: não é muito, mas é trabalho honesto. Nascida em 10 de outubro de 1979 na Espanha, Carrasco Conde doutorou-se sob supervisão de Félix Duque Pajuelo. [4] CONDE, Ana Carrasco. Biografía. Ana Carrasco Conde. Disponível em: https://anacarrascoconde.com/bio. Acesso em: 21 fev. 2026.

Grandemente premiada, sendo o primeiro em 2012 — Premio Internacional de Investigación Julián Sanz del Río —, e o segundo, em 2023, no II Premio de Ensayo Eugenio Trías, pelo La muerte em común. O primeiro prêmio é entregue “[…] a jóvenes investigadores/as altamente cualificados de España y Alemania que se hayan dedicado profesionalmente y de manera especial al outro país, contribuyendo así al entendimiento entre ambas naciones”. [5]PREMIO internacional de investigación Julián Sanz del Río. Ana Carrasco Conde, 27 nov. 2012. Disponível em: https://www.anacarrascoconde.com/premios/premio-julian-sanz-del-rio. Acesso em: 21 fev. … Continue reading Por sua vez, “el premio Eugenio Trías se convoca anualmente por el Centro de Estudios Filosóficos Eugenio Trías (CEFET/Universitat Pompeu Fabra) y la editorial Galaxia Gutenberg. Este Premio se fundó com el objetivo de reconocer textos ensayísticos que respondan al espíritu y profundidad de pensamiento que otorgaba Trías a sus proyectos literarios”. [6] PREMIO de ensayo Eugenio Trías. Ana Carrasco Conde, 10 nov. 2023. Disponível em: https://www.anacarrascoconde.com/premios/premio-eugenio-trias. Acesso em: 21 fev. 2026.

Atualmente, Carrasco Conde trabalha como diretora na revista Logos da Universidade Complutense de Madrid [7] CONDE, Ana Carrasco. Biografía… Op.cit. , onde também dá aulas, coordena a Red Iberoamericana de Idealismo Alemán y Romanticismo [8] MIEMBROS. Red Iberoamericana de Idealismo Alemán y Romanticismo. Disponível em: https://riiar.wordpress.com/about/. Acesso em: 01 mar. 2025. , bem como a revista filosófica Kritisches Journal 2.0 [9] SOBRE. Revista Filosófica sobre Idealismo y Romanticismo. Disponível em: https://kritischesjournal2.wixsite.com/revista-de-filosofia/sobre-la-revista Acesso em: 01 mar. 2025. , além de escrever para o jornal La Marea. [10] ANA Carrasco Conde. Lamarea. Disponível em: https://www.lamarea.com/author/anacarrasco/. Acesso em: 01 mar. 2025.

 

1§ Filosofia


Sendo uma “filósofa do negativo”, tratando de temas famosamente descritos como “não-filosofia”, seria difícil classificar a filosofia de Carrasco Conde? De forma alguma. Vejamos o que ela mesma fala em sua biografia:

 

Desde entonces [da leitura dum fragmento de Parmendes de Platão] he trabajado invirtiendo la tríada de la filosofía clásica (bien, verdad, belleza) y, a nivel sistemático, investigo sobre el mal, la fealdad y la mentira, no porque crea que tengan uma “esencia”, sino porque son objetos de reflexión precisamente porque son parte de nuestra existencia. Esta para mí se despliega em um plano inmanente. Y es aquí donde debemos buscar grietas y profundidades. […] Me intereso también por el terror, lo siniestro y por todo asunto fantasmal y monstruoso que pueda encontrar. Por todo ello mis inquietudes filosóficas y esfuerzos se centran em el “lado oscuro” de la realidad (el mal, el malestar y el terror) o más “indigerible” (el dolor, la muerte, la desesperanza). Y mi trabajo tiene como núcleo lo “indecible” y lo “irrepresentable”. [11] CONDE, Ana Carrasco. Biografía… Op.cit.

 

Carrasco Conde considera-se, portanto, como neomaterialista [12]“El Neomaterialismo es uma corriente filosófica y cultural que surge como uma evolución del materialismo clásico, adaptándose a los cambios de la sociedad contemporánea y a los avances … Continue reading, tem interesse na filosofia alemã do século XVIII e XIX,  o idealismo e realismo alemães, em especial nas figuras de Hölderlin, Schelling e Tieck, além de literatura, filosofia grega e psicanálise, chegando, até mesmo, durante sua temporada de estudos na Alemanha, a aproximar-se “peligrosamente a la teosofía (Böhme)” — ainda bem que ela sabe que esse negócio é perigoso. Cursou, durante um tempo, Grado em Lenguas y Ciencias de la Antigüedad na La Universidad Autónoma de Madrid (UAM), além de estar fazendo uma segunda tese doutoral em Filosofia Clássica na Universidad Complutense de Madrid, sob orientação de David Hernández de la Fuente, com o tema o inefável na literatura grega, ama a filosofia pré-socrática, a lírica grega arcaica, a etimologia e sintaxe de línguas antigas e modernas. [13] CONDE, Ana Carrasco. Biografía… Op.cit.

Seu método filosófico é o desquiciar conceptos, que ela resume desta forma:

 

[] no se trata de volver al pensamiento clásico por lo que tienen em común com nosotros, sino precisamente por aquello que nos diferencia y haciendo el esfuerzo de romper unas categorías, las nuestras, para traer nuevos sentidos a nuestro tiempo haciéndoles espacio al generar grietas em nuestra lógica. […] Al hacerlo nuestra cosmovisión, que parece tan homogénea, se agrieta y desquicia. Y es de lo que se trata: desmontar, desquiciar, ver los modos de ensamblaje de nuestro tiempo y hacerlo empleando como palanca pensamientos que vienen de outro tiempo. Nietzsche decía que había que ser intempestivo. Quizá de lo que se trate es de poner a prueba el tiempo y la historia que se juega com cada pensamiento y apreciar los modos de ensamblaje de la realidad: desquiciándolos al pensarnos a destiempo a golpes de martillos de outra época”. [14]CONDE, Ana Carrasco. Ana Carrasco: «Las formas más crueles del mal se han ejercido sobre la mujer». [Entrevista cedida a] Amalia Mosquera. Revista Filosofia&CO, 06 mar. 2019. Disponível em: … Continue reading 

 

Como Carrasco Conde diz: “Hablar de um sujeto colectivo implica también aceptar que hay disensos y contradicciones[15] CONDE, Ana Carrasco. Ana Carrasco: «Las formas más crueles del mal… Op.cit. , de modo que “utilizar um concepto de uso habitual hoy y ver qué significaba em outra cosmovisión completamente distinta y traer esse significado a la nuestra”. [16]CONDE, Ana Carrasco. “Hablar de um sujeto colectivo implica también aceptar que hay disensos y contradicciones”. [Entrevista cedida a] Amanda Andrades. Revista Contexto y Acción, Madrid, 06 … Continue reading Isso tudo é muito bem demonstrado em alguns artigos de jornais, a maioria deles na La Marea e na Filosofía&Co, em que Carrasco Conde pega conceitos gregos ou latinos, a fim de mostrar sua raiz e trazê-los aos dias atuais.

É importante notar que o mal, em sua filosofia, não é relativo:

 

“[…] el mal nunca es relativo. Ahora bien, si niegas que hay um mal relativo parece que la alternativa es sostener que existe uma «esencia del mal». Em el primer caso el mal deja de ser tan malo, y em el segundo, dado que existe um «mal» independiente de la situación, poco podemos hacer. Frente a esto mi propuesta es entender el mal como uma dinámica entre dos o más seres vivos que causan um perjuicio voluntario o involuntario a uma o a todas las partes cuando se vinculan de um modo asimétrico a través de um ejercicio de sometimiento que daña innecesariamente a alguien. Nadie está libre del mal, pero tampoco de la responsabilidad de ser consciente de cómo se relaciona com lo que le rodea”. [17]Acredito que essa seja uma das melhores entrevistas em torno do tema do mal na filosofia dela, muito por ter sido feita quando Decir el mal saiu, de modo que recomendo enfaticamente a leitura. Ver: … Continue reading 

 

Necessário avisar que ela não vê o ser humano por uma ótica mais cristã ou Hobbesenia, mas uma visão mais positiva dele. [18]Ver: CONDE, Ana Carrasco. Ana Carrasco-Conde: “decir el mal”. [Entrevista cedida a] Roberto Valencia. In: Conversaciones Literarias. 14 mar. 2023, Navarra, Bibliotecas de Navarra. Disponível em: … Continue reading Atualmente, ela também tem uma certa veia crítica sobre a mídia digital e IA, que pode ser vista na entrevista realizada por Olivia Carballar para La Marea, em 27 de abril de 2024 (“Ana Carrasco-Conde: “Um duelo largo no es rentable. Por eso se demoniza la tristeza y la depresión””) [19]CONDE, Ana Carrasco. Ana Carrasco-Conde: “un duelo largo no es rentable. Por eso se demoniza la tristeza y la depresión”. [Entrevista cedida a] Olivia Carballar. Revista Lamarea, Madrid, 27 mar. … Continue reading, como também nas palestras “El mal de hoy se repetirá mañana?[20] CONDE, Ana Carrasco. El mal de hoy se repetirá mañana?. 01 Dez. 2021, Barcelona, Fundação ”la Caixa”. Disponível em: https://m.youtube.com/watch?v=_xEEtBXlvZU. Acesso em: 12 mar. 2026.  e “Qué fue de la realidad em la era del algoritmo?”. [21]CONDE, Ana Carrasco. “Qué fue de la realidad em la era del algoritmo?”. In: XV Jornadas Novadors. 02 ago. 2019, Denia, UNED. Disponível em: https://m.youtube.com/watch?v=AuiB0Kz5gb4. Acesso em: … Continue reading Carrasco Conde possui contato em mídias sociais, como Instagram, Facebook e, até mesmo, um canal no YouTube (chamado Caute vide) — que não é atualizado há quatro anos —, onde publicou vídeos de palestras e algumas aulas. [22] CAUTE VIDE. YouTube. Disponível em: https://m.youtube.com/@cautevide/videos. Acesso em: 11 mar. 2026. Espero, assim, que este ensaio tenha cumprido o propósito de servir de curta apresentação para a “Filósofa do Mal” — ou, pelo menos, de ter demonstrado que existe essa linha de pensamento. Que possamos estudar sua filosofia e de muitos outros(as) filósofos(as) fora do conhecimento comum.

 

2§ Obra


2.1 Livros 

I – El Corpo de la Gorgona, editora Círculo de Bellas Artes (2025) 

II – La muerte em común, editora Galaxia Gutenberg (2024)

III – Decir el mal, editora Galaxia Gutenberg (2021) 

IV – Presencias irReales. Simulacros, espectros y construcción de realidades, editora Plaza y Valdés (2017)

V – La limpidez del mal. El mal y la historia em la filosofía de F.W.J. Schelling, editora Plaza y Valdés (2013)

VI – Infierno horizontal. O sobre la destrucción del Yo, editora Plaza y Valdés (2012)

 

2.2 Livros em Coautoria  

I – La ironía romántica. Um motor estético de emancipación social, editora Siglo XXI, junto com Nuria Sánchez Madrid y Germán Garrido (2022)

II – Hegel Hölderlin. Uma amistad estelar, editora Círculo de Bellas Artes, junto com Valerio Rocco y Laura Anna Macor (2021)

III – Fuera de sí mismas: Motivos para dislocarse, editora Herder, junto com Luciana Cadahia como editoras (2020)

IV – La ciudad reflejada. Memoria e identidades urbanas, editora Díaz&Pons (2016)

V – El fondo de la historia. Estudios sobre idealismo y romanticismo, editora Dykinson, junto com  A. Gómez (2013)

 

2.3 Capítulo de livros

I – 1809: die Figur Napoleons und der Begriff des Bösen in der Freiheitsschrift, em: Schellings Philosophie der Freiheit. Studien zu den Philosophischen Untersuchungen über das Wesen der menschlichen Freiheit, Ergon (2012) 

II – Ens alienum. El mal visto desde la Naturphilosophie em F.W.J. Schelling, em: Vuelo Del Búho, El. Estudios Sobre Filosofía Del Idealismo, Prometeo Editorial (2013)

III – Die Struktur des Werdens bei Schelling, em: Zirkel – Widerspruch – Paradoxon. Das Denken des Selbst in der klassischen deutschen Philosophie und in der Gegenwart. Kultur- System – Geschichte, Bd. 9, Verlag Königshausen & Neumann (2015)

IV – Salen Escasez, Deuda y Pobreza. Entra Inquietud (Goethe. Fausto, Acto quinto, vv. 11382-11390). Irrumpe Precariedad, em: La imaginación hipotecada. Aportaciones del debate sobre la precariedad del presente, Libros em acción (2016)

V – La estética de la permanencia y la petrificación del espacio público: sobre la arquitectura de las formas totalitarias, em: La utopía de los libros, Ed. Biblioteca nueva (2016)

VI – Los habitantes sumergidos. Belo Horizonte y la reapropiación de la “ciudad republicana”, em: Ciudad iberoamericana y representación, Guillermo Escolar Editor (2016)

VII – Espacio del terror: la casa, el psiquiátrico y el bosque, em: La filosofía, el terror y lo siniestro, Plaza y Valdés (2017)

VIII – Simbolizar el antagonismo o qué hacer com Hegel, em: Populismo versus republicanismo, Ed. Biblioteca nueva (2018)

IX – Sombra y conciencia: el desfundamiento del sujeto (romántico), em: Poéticas del sujeto, cartografías de lo humano, Ediciones Complutense (2018)

X – Oscuras figuras de tiempos oscuros: Hannah Arendt y las formas de la irresponsabilidad hacia el próprio tiempo, em: Totalitarismos. La resistencia filosófica, Tecnos (2018)

XI – Hábitats, em: Territorios por pensar, Akal (2019)

XII – Articular outro orden. Pensar sobre el mal de outro modo, em: Fuera de sí mismas. Motivos para dislocarse, Herder Editorial (2020)

XIII – El afecto sin contrario: sobre el terror, el desfondamiento del mundo y la aniquilación de la vida, em: Terror: la perspectiva hispana, Guillermo Escolar Editor (2021)

XIV – Fichte Rewind: Fichte desde Sloterdijk, em: Arcana del pensamiento del siglo XX, Herder Editorial (2021)

XV – Tragedia humana: sobre aprender a escuchar el daño, em: Doce filosofías para um nuevo mundo, Fundación Banco Santander (2024)

XVI – Las palabras y los monstruos: uma lengua muerta para lo inefable em H.P. Lovecraft, em: A través del abismo. H. P. Lovecraft y el horror ontológico, Plaza y Valdés (2024)

XVII – Neurosis demoníacas em el siglo XXI: sobre el cine de terror y la subjetividad neoliberal, em: Crítica de la subjetividad neoliberal, Guillermo Escolar Editor (2024)

XVIII – Bruja, em: El bestiario de Michel de Foucault, Akal (2025)

 

2.4 Monografias

I – Fichte y Schelling: desarrollos y rupturas, na Revista de Estudios sobre Fichte, número 3. 2011.

II – Génesis deseo tiempo, na revista Philosophy Lisbon, número 7. 2017.

 

References

References
1 N.E. Atendendo a solicitação do autor, as citações em língua estrangeira não foram traduzidas, a fim de manter a originalidade do idioma na qual foram escritas.
2 O primeiro foi publicado por, pelo menos, três editoras diferentes: É Realizações, com seu Diário Filosófico, Academia Monergista, com Ensaios de Domingo, e Best Seller, com As seis doenças do espírito contemporâneo, que também já foi publicado pela Record. Enquanto que o segundo foi publicado pela Editora Phi, com Ensaio Sobre o Bem e Textos escolhidos – Lugar, Eu e Tu e Autoidentidade e continuidade do mundo. Além destes, temos a publicação de indianos, americanos e outros, o que, de fato, torna a situação muito mais cosmopolita do que na época dos anos 90 ou 80, mas a nossa compreensão sobre a filosofia nesses lugares — e por óbvio, seus filósofos — pode ser resumida como um campo aberto com poucas flores, formando uma passagem não muito bela, enquanto se têm um campo franco-alemão muito florido. Peguemos a filosofia espanhola, para ficar na temática deste ensaio. Por aqui não são muitos os que conhecem, academicamente falando, Maria Zambrano — há alguns artigos no Google Academy, mas pouquíssimos ensaios no Google normal em português e apenas um evento no YouTube —,  (“Mulheres na Filosofia Entrevistas: Nara Rela sobre María Zambrano”), enquanto que Ortega y Gasset — o professor de Zambrano — é mais conhecido, tendo grande parte de sua obra publicada e alguns comentários. Porém, se pergunto sobre Eugênio Trias ou Leonardo Polo, haverá um silêncio sepulcral — aliás, a própria Carrasco Conde possui uma única resenha do La muerte em común (ver: NUNES, Fábio Luiz. A dimensão relacional do morrer: elaborações da finitude no espaço entre sujeitos. Revista Aurora, Marília, v. 18, 2025, p.1-7. Disponível em: https://revistas.marilia.unesp.br/index.php/aurora/article/view/17613. Acesso em: 21 fev. 2026.). Até onde eu pesquisei, só existe uma única aparição de Carrasco Conde em terra brasileira; está na hora de nos perguntarmos o que realmente sabemos sobre a filosofia dos outros países.
3 Uma vez que também não tenho acesso aos livros, mas apenas ao material disponível na internet, peço que desculpem qualquer imprecisão ou uma falta de profundidade que, por acaso, eu cometa. Mas, como a ideia aqui é apresentar a filósofa, e não produzir uma pesquisa monográfica a seu respeito, creio poder cumprir o propósito sem grandes problemas.
4 CONDE, Ana Carrasco. Biografía. Ana Carrasco Conde. Disponível em: https://anacarrascoconde.com/bio. Acesso em: 21 fev. 2026.
5 PREMIO internacional de investigación Julián Sanz del Río. Ana Carrasco Conde, 27 nov. 2012. Disponível em: https://www.anacarrascoconde.com/premios/premio-julian-sanz-del-rio. Acesso em: 21 fev. 2026.
6 PREMIO de ensayo Eugenio Trías. Ana Carrasco Conde, 10 nov. 2023. Disponível em: https://www.anacarrascoconde.com/premios/premio-eugenio-trias. Acesso em: 21 fev. 2026.
7 CONDE, Ana Carrasco. Biografía… Op.cit.
8 MIEMBROS. Red Iberoamericana de Idealismo Alemán y Romanticismo. Disponível em: https://riiar.wordpress.com/about/. Acesso em: 01 mar. 2025.
9 SOBRE. Revista Filosófica sobre Idealismo y Romanticismo. Disponível em: https://kritischesjournal2.wixsite.com/revista-de-filosofia/sobre-la-revista Acesso em: 01 mar. 2025.
10 ANA Carrasco Conde. Lamarea. Disponível em: https://www.lamarea.com/author/anacarrasco/. Acesso em: 01 mar. 2025.
11 CONDE, Ana Carrasco. Biografía… Op.cit.
12 “El Neomaterialismo es uma corriente filosófica y cultural que surge como uma evolución del materialismo clásico, adaptándose a los cambios de la sociedad contemporánea y a los avances científicos recientes. Esta perspectiva propone que la materia y los objetos no solo constituyen la realidad física, sino que poseen uma influencia activa em los procesos sociales, culturales y tecnológicos. A diferencia del materialismo tradicional, que suele centrarse em la primacía de la materia frente a la conciencia, el Neomaterialismo integra nociones de interconexión entre lo material y lo simbólico, destacando cómo los objetos, las tecnologías y los entornos físicos modelan nuestras formas de vida, pensamiento y percepción”. RICARDO, Rodrigo. Neomaterialismo: qué es, definición y ejemplos, Estudyando, 20 ago. 2025. Disponível em: https://estudyando.com/neomaterialismo-que-es-definicion-y-ejemplos/. Acesso em: 01 mar. 2026.
13 CONDE, Ana Carrasco. Biografía… Op.cit.
14 CONDE, Ana Carrasco. Ana Carrasco: «Las formas más crueles del mal se han ejercido sobre la mujer». [Entrevista cedida a] Amalia Mosquera. Revista Filosofia&CO, 06 mar. 2019. Disponível em: https://filco.es/ana-carrasco-formas-crueles-mal-sobre-la-mujer/. Acesso em: 01 mar. 2026.
15 CONDE, Ana Carrasco. Ana Carrasco: «Las formas más crueles del mal… Op.cit.
16 CONDE, Ana Carrasco. “Hablar de um sujeto colectivo implica también aceptar que hay disensos y contradicciones”. [Entrevista cedida a] Amanda Andrades. Revista Contexto y Acción, Madrid, 06 ago. 2020. Disponível em: https://ctxt.es/es/20200801/Politica/32991/Amanda-Andrades-entrevista–Ana-Carrasco-Conde-filosofia-mal-coronavirus-feminismo.htm. Acesso em: 08 mar. 2026.
17 Acredito que essa seja uma das melhores entrevistas em torno do tema do mal na filosofia dela, muito por ter sido feita quando Decir el mal saiu, de modo que recomendo enfaticamente a leitura. Ver: CONDE, Ana Carrasco. Ana Carrasco-Conde: «todas las explicaciones acaban justificando el mal». [Entrevista cedida a] David Hernández de la Fuente. La Razón, Madrid, 11 dez. 2021. Disponível em: https://www.larazon.es/cultura/20211211/gxg5qpcatbfhfdrutwksjhyoom.html . Acesso em: 08 mar. 2026.
18 Ver: CONDE, Ana Carrasco. Ana Carrasco-Conde: “decir el mal”. [Entrevista cedida a] Roberto Valencia. In: Conversaciones Literarias. 14 mar. 2023, Navarra, Bibliotecas de Navarra. Disponível em: https://m.youtube.com/watch?v=L92c_q9dazM. Acesso em: 13 mar. 2026. A entrevista inteira, em torno do livro Decir el mal, é uma boa introdução a interpretação e entendimento dela sobre o mal, além da leitura do livro dito.
19 CONDE, Ana Carrasco. Ana Carrasco-Conde: “un duelo largo no es rentable. Por eso se demoniza la tristeza y la depresión”. [Entrevista cedida a] Olivia Carballar. Revista Lamarea, Madrid, 27 mar. 2024. Disponível em: https://www.lamarea.com/2024/03/27/ana-carrasco-conde-un-duelo-largo-no-es-rentable-por-eso-se-demoniza-la-tristeza-y-la-depresion/. Acesso em: 06 fev. 2026.
20 CONDE, Ana Carrasco. El mal de hoy se repetirá mañana?. 01 Dez. 2021, Barcelona, Fundação ”la Caixa”. Disponível em: https://m.youtube.com/watch?v=_xEEtBXlvZU. Acesso em: 12 mar. 2026.
21 CONDE, Ana Carrasco. “Qué fue de la realidad em la era del algoritmo?”. In: XV Jornadas Novadors. 02 ago. 2019, Denia, UNED. Disponível em: https://m.youtube.com/watch?v=AuiB0Kz5gb4. Acesso em: 11 mar. 2026.
22 CAUTE VIDE. YouTube. Disponível em: https://m.youtube.com/@cautevide/videos. Acesso em: 11 mar. 2026.
Claudionor Batista

  Claudionor Batista, vive atualmente em São Paulo-SP. Descobriu Olavo de Carvalho em um sebo com o prefácio de Admirável Mundo Novo, escrito por ele – e, por volta de 2018, teria um reencontro com seus escritos que o inclinaria a buscar a filosofia por meios autodidáticos, embora só começasse dedicar-se em 2022. Formado em […]

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